Mercados

Juros futuros recuam com possível alívio nas tensões no Oriente Médio e mercado segue precificando corte de 0,50 pp na Selic

10 mar 2026, 10:11 - atualizado em 10 mar 2026, 10:23
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(Imagem: Shutterstock)

A curva de juros futuros brasileira opera em queda nesta terça-feira (10), em um movimento iniciado no final da tarde da véspera (9), com alívio nas tensões geopolíticas.

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As taxas de Depósitos Interfinanceiros (DIs) chegaram a recuar cerca de 15 pontos-base nos vencimentos mais longos nos primeiros minutos de negociações.

Já por volta de 10h (horário de Brasília), os DIs operavam próximos da estabilidade.

A taxa de DI para janeiro de 2027, de curtíssimo prazo, operava a 13,58% ante 13,56% do ajuste anterior. Já a taxa de DI para janeiro de 2030 operava a 13,33%, em estabilidade na comparação com  o fechamento anterior, enquanto o DI para janeiro de 2036, de longo prazo, caía a 13,65% ante 13,66% da véspera.

Ontem (9), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a guerra contra o Irã “está praticamente concluída”. A afirmação reverteu a aversão a risco dos investidores, com reação positiva no mercado acionário.

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Nesta manhã, a TV iraniana confirmou que o novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, foi gravamente ferido em um ataque israelense. Ele havia sido escolhido no fim de semana para substiuir seu pai, Ali Khamenei.

Vale lembrar que, no último sábado (28), os Estados Unidos, em conjunto com Israel, atacaram o Irã, com a confirmação da morte do líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, e o fechamento do Estreito de Ormuz, controlado pelo país persa – sendo uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo e responsável pelo escoamento de cerca de um quinto do comércio mundial do óleo bruto.

Nos Estados Unidos, o rendimento (yield) do Título do Tesouro norte-americano de 10 anos – referência global para decisões de investimento – caía a 4,121%, ante 4,134% no fechamento anterior.

De olho na Selic

O mercado mantém a expectativa de corte na Selic na próxima semana.

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As Opções do Copom precificavam na última sexta-feira (6) – atualização mais recente – 50,1% de chance de o Copom reduzir os juros em 0,50 ponto percentual e 33% de probabilidade de corte de 0,25 ponto percentual. A aposta de manutenção da Selic era de 14,50%.

Antes da guerra, o mercado precificava 77,5% de corte de 0,50 ponto percentual nos juros.

Na última decisão, em janeiro, o Banco Central sinalizou que iniciaria o ciclo de afrouxamento monetário em março, e o mercado passou a precificar um corte de 0,50 p.p., o que reduziria a taxa de juros de 15% ao ano para 14,50% neste mês. A reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) está prevista para os dias 17 e 18.

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.

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