Kassab muda o tom, diz que Caiado será presidente e prevê palanque forte com Eduardo Paes no Rio
O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, destacou nesta quinta (9) que o partido está se organizando para ter uma presença forte nas eleições 2026 no Rio de Janeiro. Após colocar, na segunda-feira (6), a candidatura do PSD como alternativa “nem que seja para perder” e um “teto” de 15% no primeiro turno para o partido negociar apoio no segundo turno, Kassab mudou o tom e disse que Ronaldo Caiado, “será próximo presidente do Brasil”.
Kassab destacou que o pré-candidato ao governo fluminense, Eduardo Paes “é muito competitivo“. Mesmo com o ex-prefeito do Rio de Janeiro sendo apoiador de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), adversário de Caiado na corrida eleitoral, o presidente do PSD garantiu o palanque no Estado será para os nomes do partido.
“No Rio de Janeiro, haverá, sim, um comitê muito forte, onde estarão lá Eduardo Paes, governador, Ronaldo Caiado, presidente“, declarou a jornalistas.
Ao participar do Fórum Brasileiro de Líderes em Energia, no Rio de Janeiro, Kassab pontuou que o avanço das redes sociais mudou a forma de se fazer campanha, não demandando mais um “palanque físico” para se chegar ao eleitor. No entanto, no Rio, a estratégia será focada no “corpo a corpo”.
Eleição fora de época
A disputa eleitoral no Rio de Janeiro em 2026 se desenha num cenário considerado “peculiar” na visão do PSD, tanto pelo peso da capital na definição do voto no Estado e quanto pela possibilidade de uma solução institucional que leve a um mandato tampão até dezembro.
O Supremo Tribunal Federal (STF) retomou nesta quinta o julgamento das ações que discutem como será a escolha do novo governador após a renúncia e a cassação do mandato de Cláudio Castro (PL).
“Se for concorrer, terá todo o nosso apoio. A decisão é dele, Eduardo Paes”, esclareceu. “Paes é um nome muito competitivo, com projeção estadual a partir da capital. O Estado merece um governador experiente e sem acusações pessoais de corrupção”, acrescentou.
No cenário nacional, o presidente da sigla disse que havia pressa para definir o candidato para atender aos eleitores que não se identificam nem com Lula nem com Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e que agora será feito o trabalho “sem pressa” para a definição do vice.
“Caiado começou a campanha há uma semana, com manifestações de apoio pelo país. Eu acredito, sim, que ele possa estar chegando perto dos 15% em breve”, finalizou.