Lojas Renner (LREN3): Santander vê ponto de entrada atrativo e calcula potencial de 41%; veja motivos
O Santander atualizou o preço-alvo para as ações da Lojas Renner (LREN3), com uma leve redução de R$ 20 para R$ 19 ao final de 2026, o que implica em um potencial de alta de 41% antes o último fechamento. Apesar disso, o banco vê na correção recente um ponto de entrada atrativo e reitera a recomendação de compra para a varejista de moda.
Desde o início de dezembro de 2025, as ações caíram cerca de 17%, contra avanço de 2% do Ibovespa (IBOV), enquanto estimativas de lucros permanecem amplamente estáveis, sugerindo que já houve reajuste das expectativas e os cenários conservadores estão em grande parte precificados.
A equipe de analistas liderada por Eric Huang pondera que a ação, nos níveis atuais, já precifica um cenário pessimista para 2026, que o banco considerar impossível de se concretizar.
“Olhando para o futuro, a perspectiva de um ciclo de taxas de juros mais brandas, a alta liquidez da Renner e seu papel como um veículo essencial para investidores estrangeiros que buscam exposição ao consumo discricionário brasileiro fortalecem ainda mais o perfil de risco-retorno”, pondera o Santander.
4T25 mais fraco?
Preocupações sobre um quarto trimestre mais fraco impulsionaram um amplo movimento de queda entre as ações de moda e vestuário. No entanto, o Santander pontua que, para Lojas Renner, essas expectativas já eram baixas.
“Embora tenhamos revisado nossa estimativa de crescimento de vendas em mesmas lojas para o quarto trimestre de 2025 para cerca de 2% (de cerca de 5%), o impacto nos resultados foi limitado. Da mesma forma, as revisões das estimativas para o primeiro trimestre de 2026 foram modestas, resultando em um corte de 6% em nossa previsão de lucros para 2026”, dizem os analistas.
O banco pontua ainda que, o cenário de 2026, com um ciclo de flexibilização monetária e baixas expectativas, cria um ambiente atraente para Lojas Renner.