Lojas Renner (LREN3): Veja quatro argumentos que sustentam a preferência da XP Investimentos
A XP Investimentos tem a Lojas Renner (LREN3) como preferida no setor de varejo de vestuário, mas há resistência de investidores em relação à isso, de acordo com a casa.
Neste sentido, a equipe de analistas liderada por Danniela Eiger menciona quatro argumentos que sustentam o otimismo com a companhia. O primeiro deles é uma visão particularmente construtiva quanto aos ajustes estratégicos após a reorganização da companhia, com Fabiana Taccola assumindo a business unit de Lojas Renner.
Somado a isso, a casa tem pouca preocupação com a dinâmica de curto prazo. Ainda que os comentários da gestão sobre o impacto da transição do Centro de Distribuição de inventário digital no primeiro trimestre não tenham sido bem recebidos, os analistas da casa destacam que o digital representa cerca de 15% de penetração, enquanto esperam que o varejo físico continue apresentando bom desempenho.
“O crescimento deve ser mais fraco no 1º semestre por conta de bases difíceis de comparação, com aceleração esperada no 2º semestre. No geral, projetamos um crescimento de 8,6% no varejo em 2026, abaixo da extremidade inferior do guidance da Lorena Renner”, pondera a XP
Outro fator que sustentam a preferência são as dinâmicas de margem, apontadas pelos analistas como “surpreendentes e sustentáveis”.
A margem bruta do varejo atingiu 56,1% no ano, um avanço de 0,7 ponto percentual, se aproximando dos níveis máximos de 2019. Para a XP, este foi um dos principais destaques do quarto trimestre, com a gestão indicando espaço para novos ganhos.
Por fim os analistas citam a execução sólida da companhia. Enquanto alguns investidores permanecem céticos quanto à capacidade de execução da Lojas Renner, a XP destaca que que, apesar de já apresentar a maior produtividade de vendas em relação aos pares, a companhia cresceu praticamente em linha com eles em 2025.
Atualização do modelo de Lojas Renner
A XP Investimentos atualizou o modelo para incorporar os resultados do quarto trimestre de 2025, premissas macro atualizadas e a projeção de capex (investimento) e expansão para 2026.
“Embora em linha com nossas estimativas, os resultados do 4T trouxeram uma Realize ligeiramente mais pressionada, compensado por melhores dinâmicas de margem bruta e SG&A no Varejo, o que refletimos em nossas projeções”, dizem os analistas.
A XP manteve o o lucro líquido de 2026-27 praticamente inalterado, com incremento de 2 e 4%, respectivamentee, portanto, manteve o preço-alvo para o final de 2026 igual, em R$ 22 por ação. O lucro líquido estimado pela casa para 2026 está 17% acima do consenso.
“Reiteramos LREN como nossa principal escolha, pois estamos construtivos quanto às suas perspectivas, que devem gradualmente levar os investidores a retomar a confiança na execução da companhia e apoiar uma reprecificação”, dizem os analistas.