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Lucro do Magazine Luiza cresce 40% no 4º tri; e-commerce segue acelerado em 2021

08 mar 2021, 20:02 - atualizado em 08 mar 2021, 20:31
Magazine Luiza
As despesas operacionais cresceram 47,4%, para 1,986 bilhão de reais, mas caíram 1,2 ponto como proporção da receita (Imagem: Magazine Luiza/Linkedin)

O Magazine Luiza (MGLU3) viu seu lucro crescer 40% no quarto trimestre, uma vez que o grupo varejista seguiu se beneficiando do salto do comércio eletrônico, segmento no qual ampliou a prateleira de produtos, apostando na mudança de hábito dos consumidores na esteira da pandemia da Covid-19.

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A companhia anunciou nesta segunda-feira que seu lucro líquido ajustado de outubro a dezembro somou 232,1 milhões de reais, alta de 39,8% sobre um ano antes, também apoiado na diluição das despesas operacionais e financeiras.

O Magalu, como é conhecido, viu suas vendas totais cresceram 66% no período, a 14,9 bilhões de reais, impulsionadas pelo salto de 121% do e-commerce, que representou 63,8% do total.

As vendas no conceito mesmas lojas avançaram 11%, apoiadas pelo relaxamento de restrições à circulação no período.

As despesas operacionais cresceram 47,4%, para 1,986 bilhão de reais, mas caíram 1,2 ponto como proporção da receita.

Magazine Luiza MGLU3
Queremos manter a consistência do nosso nível de execução, que tem nos feito crescer acima da média do mercado nos últimos quatro anos (Imagem: Money Times/Gustavo Kahil)
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Fortemente impactada no início da pandemia no Brasil há cerca de um ano, quando teve que fechar suas mais de mil lojas físicas, a companhia valeu-se de seu processo de digitalização já em andamento para acelerar o movimento, o que lhe permitiu não apenas de recuperar, mas ganhar mercado do varejo físico.

Desde abril, comprou 10 empresas, na maioria startups de comércio eletrônico, incluindo desde supermercado a cursos profissionalizantes.

Além disso, incluiu 32 mil lojistas ao seu marketplace em 12 meses. Com os resultados dessa virada, as ações da companhia subiram 110% em 2020.

Segundo o Magazine Luiza, a alta das vendas e a diluição de despesas operacionais deram impulso ao resultado operacional medido pelo lucro antes de impostos, juros, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado, que atingiu 523,8 milhões de reais, avanço de 5,6%.

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O número veio em linha com a previsão média de analistas ouvidos pela Refinitiv, de 523,3 milhões.

Porém, os investimentos em nível de serviço impactaram a margem Ebitda ajustada que caiu de 7,8% para 5,2%.

Segundo o presidente-executivo do Magazine Luiza, Frederico Trajano, esse investimento é parte da campanha para fidelizar clientes e se destacar num ambiente cada vez mais competitivo, com grandes players do comércio eletrônico fazendo movimentos crescentes, como em logística, para reduzir prazos de entrega.

“Queremos manter a consistência do nosso nível de execução, que tem nos feito crescer acima da média do mercado nos últimos quatro anos”, disse Trajano à Reuters.

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Além disso, incluiu 32 mil lojistas ao seu marketplace em 12 meses (Imagem: Divulgação)
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Segundo a empresa, os números preliminares de 2021 indicam que as vendas digitais seguem em ascensão, mesmo com o fim do auxílio emergencial do governo, que ajudou a dar impulso às vendas do varejo na segunda metade do ano passado.

“Iniciamos o ano em ritmo acelerado, com o e-commerce crescendo triplo dígito baixo nos dois primeiros meses de 2021″, afirmou o Magazine Luiza no relatório.

Isso deve compensar os efeitos de uma nova onda de Covid-19 no país, que restaurou medidas mais restritivas para circulação e levou ao fechamento de 820 lojas físicas do grupo, com a expectativa de novos fechamentos nas próximas semanas.

Executivos da empresa discutem os resultados com analistas e investidores na terça-feira, 11h (horário de Brasília).

Veja o resultado abaixo:

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A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.

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