Lula conversa por telefone com Trump e acerta viagem a Washington
Em conversa telefônica nesta segunda-feira (26) com o presidente norte-americano, Donald Trump, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva acertou uma visita a Washington, em data a ser fixada em breve, após sua viagem à Índia e à Coreia do Sul em fevereiro, informou o Palácio do Planalto.
No telefonema, que durou 50 minutos, ambos os líderes discutiram diversos assuntos, incluindo a situação na Venezuela, a proposta de Trump de um Conselho da Paz e o combate ao crime organizado, de acordo com nota do governo brasileiro.
Em relação à Venezuela, Lula enfatizou a importância de “preservar a paz e a estabilidade da região”, segundo o comunicado.
Lula tem criticado a ação militar dos Estados Unidos para depor e capturar o então presidente venezuelano Nicolás Maduro, que enfrenta acusações criminais de tráfico de drogas. Após a ação, o líder brasileiro a classificou como a ultrapassagem de uma linha inaceitável.
O presidente brasileiro também enfatizou a Trump a necessidade de “trabalhar pelo bem-estar do povo venezuelano”, disse o Planalto.
Lula aproveitou o telefonema para defender que o Conselho da Paz proposto por Trump seja restrito à situação na Faixa de Gaza e inclua um assento para os palestinos.
“Ao comentar o convite formulado ao Brasil para que participe do Conselho da Paz, Lula propôs que o órgão apresentado pelos Estados Unidos se limite à questão de Gaza e preveja assento para a Palestina”, afirmou a nota.
O presidente aproveitou para reiterar a importância de uma reforma abrangente da Organização das Nações Unidas (ONU), que inclua a ampliação dos membros permanentes do Conselho de Segurança.
Trump tem afirmado que o Conselho da Paz trabalharia em conjunto com a ONU. O comunicado do Planalto não mencionou se Lula aceitou o convite de Trump para participar da iniciativa.
No telefonema, os dois presidentes também “saudaram o bom relacionamento construído nos últimos meses”, que levou ao levantamento de boa parte das tarifas aplicadas a produtos brasileiros no segundo semestre do ano passado.