Segurança

Lula declara ser favorável à redução da maioridade penal em crimes hediondos para 16 anos

16 out 2026, 10:58
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vota em São Bernardo (Imagem Reprodução das redes sociais)
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vota em São Bernardo (Imagem Reprodução das redes sociais)

O presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira que é favorável à redução da maioridade penal em casos de crimes hediondos de 18 para 16 anos, em uma mudança nas posições tradicionalmente defendidas pelo seu partido.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Meu pensamento, enquanto cidadão brasileiro: todo e qualquer crime hediondo eu sou favorável a diminuir a maioridade”, disse Lula em entrevista à TV Globo.

Nesta quinta, o senador Camilo Santana (PT-CE), um dos coordenadores da campanha de Lula, propôs uma emenda à Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da Segurança Pública, proposta pelo governo, com a redução da maioridade penal para 16 anos no caso de crimes hediondos, em um movimento articulado com o presidente.

A proposta de Camilo foi feita para tentar se contrapor a uma outra emenda, do senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL), adversário de Lula na disputa presidencial, que reduz a maioridade para 16 anos na maior parte dos crimes e para 14 anos nos crimes hediondos.

A PEC, que teve sua aprovação na Comissão de Constituição e Justiça concluída na quarta-feira, chegou a entrar na pauta do plenário nesta quinta, mas foi retirada por decisão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), por não haver acordo, já que as emendas foram apresentadas de última hora.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na entrevista, Lula ponderou que, apesar de defender a proposta de Camilo, a sua avaliação é que a PEC da Segurança não era o instrumento adequado, já que não tratava desse tema especificamente.

“Eu sou favorável a reduzir para 16, mas não discutindo nesta PEC”, afirmou.

A proposta enfrenta restrições dentro do próprio PT, que sempre foi contrário à redução em qualquer situação.

Lula foi perguntado ainda por que seu governo mantém níveis de aprovação inferiores a 50% da população, e o porquê do resultado adverso no primeiro turno, quando perdeu de Flávio Bolsonaro por quase 2 pontos percentuais.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O presidente assumiu a responsabilidade.

“Acho que tudo é responsabilidade minha. Veja, eu sou o governo. Se eu não consegui ser compreendido sobre o governo que fiz, não posso jogar a culpa em ninguém, a culpa é minha”, afirmou.

O presidente revelou, ainda, que não sabia que o Bolsa Família ainda não tinha sido reajustado em seu governo – o primeiro reajuste foi anunciado alguns dias antes do primeiro turno e entra em vigor na semana que vem.

A medida foi apontada como eleitoreira por seus adversários.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Eu não sabia. É impensável, mas aconteceu”, afirmou. “É inexplicável que em um governo do Lula não se pense em reajustar o Bolsa Família.”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar