Eleições 2026

Lula defende fechamento de bets, fim do orçamento secreto e do financiamento público de campanhas políticas

08 abr 2026, 11:53 - atualizado em 08 abr 2026, 11:53
Lula - Plano de contingência contra tarifa de Trump
Presidente Lula defende fechamento das bets e fim do orçamento secreto (Reuters/Pablo Sanhueza)

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), defendeu, nesta quarta (8), o fechamento das bets no Brasil e o fim do orçamento secreto e do financiamento público de campanha. Em entrevista ao ICL Notícias, em Brasília (DF), ele admitiu, no entanto, a dificuldade de avançar com esses temas em um eventual quarto mandato, bem como que possíveis mudanças sejam discutidas com o Congresso.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Se bets causam mal, por que não se acaba com as bets? Hoje o cassino está dentro da sua casa, com seu filho, sua neta utilizando o celular e nós estamos discutindo muito a sério isso”, disse “Se depender de mim, a gente fecha as bets”, disse Lula sobre as empresas do mercado de apostas online no Brasil.

O presidente salientou que o tema “obviamente que depende do Congresso Nacional” e de uma discussão ampla. Ele afirmou, sem citar nomes, que as companhias financiam políticos no País.

“Não posso citar nomes, mas todo mundo sabe quem são deputados, senadores e partidos envolvidos. Não é possível continuar com essa jogatina desenfreada no País e temos de tratar como uma questão de saúde”, disse.

Orçamento secreto

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo o presidente, o orçamento da União “tem de estar nas mãos” do Poder Executivo, enquanto hoje 60% estão nas mãos de deputados e senadores. “Não quero um Estado que fique quase que sequestrado pelo orçamento secreto e não é possível que não acabem com penduricalhos e com a promiscuidade política no País”, disse o presidente.

Na avaliação de Lula, seu ex-ministro da Justiça e atual ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino está tomando medidas” para dar mais transparência ao orçamento secreto, se referindo aos processos avaliados pelo magistrado sobre o tema.

Antigo defensor do financiamento público de campanha – uma das bandeiras do seu partido, o PT – Lula pediu uma profunda discussão sobre o assunto. Segundo ele, o fundo público levou os partidos a uma “promiscuidade”. “É como se presidentes do partido fossem presidentes de banco”. Se não mudar isso, não vamos discutir a causa”.

Ministério da Segurança Pública, indústria da defesa e Trump

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na entrevista, Lula afirmou que pretende criar um Ministério da Segurança Pública para definir qual o papel do Estado no setor e para que haja uma Guarda Nacional para pronta intervenção. Mas, na avaliação do presidente, o novo ministério depende da aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança.

“Se a PEC for aprovada, na semana seguinte será anunciada a criação do ministério e com orçamento robusto para que não se brinque de fazer segurança”, disse.

Nessa linha e diante do acirramento das tensões e o aumento dos conflitos globais, Lula defendeu o aumento de investimentos na indústria da defesa. “Hoje o mundo está exigindo que o Brasil leve mais a sério isso, pois qualquer dia alguém resolve invadir a gente, já que temos um cidadão no mundo que acha que é imperador e não podemos ficar vulnerável”, afirmou o presidente, em referência ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Indagado sobre a possibilidade de Trump não reconhecer as eleições brasileiras caso seja reeleito para um quarto mandato, Lula disse que “nada com ele é impossível”, mas que ninguém é capaz de levantar qualquer suspeita do processo eleitoral brasileiro. “Se ele (Trump) fizer isso, vamos dizer que está mentindo, que não é verdade e ele vai ter um desgaste político desnecessário”.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Por fim, Lula afirmou que, se não for reeleito, irá passar a faixa para o seu sucessor, ao contrário do que ocorreu com o ex-presidente Jair Bolsonaro, que viajou para os Estados Unidos em dezembro de 2022, antes da posse, em janeiro de 2023, e não fez a transmissão do cargo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Jornalista formado pela PUC-Campinas, com pós-graduação em Agronegócios pela Faap. Com mais de 30 anos de profissão, atuou como repórter e editor na Folha de S.Paulo e na Broadcast/Estadão, entre outros veículos. Atualmente é editor-assistente de Política e Conjuntura no Money Times.
Jornalista formado pela PUC-Campinas, com pós-graduação em Agronegócios pela Faap. Com mais de 30 anos de profissão, atuou como repórter e editor na Folha de S.Paulo e na Broadcast/Estadão, entre outros veículos. Atualmente é editor-assistente de Política e Conjuntura no Money Times.
Por dentro dos mercados

Receba gratuitamente as newsletters do Money Times

OBS: Ao clicar no botão você autoriza o Money Times a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar