Lula está entre os convidados por Trump para participar do ‘Conselho de Paz’ de Gaza
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi convidado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para participar do chamado “Conselho de Paz”, que teria como objetivo inicial acabar com o conflito em Gaza, segundo três fontes do governo brasileiro à Reuters.
O convite foi recebido na sexta-feira (16) pela embaixada do Brasil em Washington e o tema deverá ser discutido com Lula nesta segunda-feira (19). O presidente Lula ainda não confirmou a informação.
Além de Lula, os presidentes da Argentina, Javier Milei, e do Paraguai, Santiago Peña, foram convidados por Trump.
Em uma publicação no X, o presidente argentino afirmou ter sido convidado para compor a iniciativa, classificando o chamado como “uma honra”, neste sábado (17).
Peña, do Paraguai, também agradeceu o convite pela rede social X. “Assumimos com honra a responsabilidade de trabalhar junto com os Estados Unidos por uma paz duradoura para todos”. “Esta nova organização internacional tem como finalidade atuar em regiões afetadas por conflitos, concentrando-se na Faixa de Gaza”, escreveu.
Conselho de Paz
Segundo a agência de notícias Associated Press (AP), o Conselho da Paz foi inicialmente visto como um organismo centrado na pacificação em Gaza, mas está se transformando em algo mais ambicioso, com um objetivo mais amplo de atuar em outras crises internacionais, eventualmente rivalizando com as Nações Unidas.
Na última sexta-feira, a Casa Branca anunciou alguns membros desse conselho, com papel de supervisionar uma governança temporária de Gaza.
Os nomes incluem o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, o enviado especial do presidente Donald Trump, Steve Witkoff, o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair e o genro de Trump, Jared Kushner. Trump é o presidente do conselho, de acordo com um plano que a Casa Branca revelou em outubro.
Ainda de acordo com agências de notícias, os líderes da França, Alemanha, Austrália, Canadá, Egito e Turquia também estavam entre os convidados a fazer parte do conselho.
*Com informações de Associated Press, Estadão Conteúdo e Reuters