Lula supera Tarcísio e Flávio Bolsonaro nos 1º e 2º turnos, mesmo com 50% de desaprovação, diz pesquisa
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece à frente na corrida pela reeleição nas eleições de outubro de 2026, segundo pesquisa divulgada nesta terça-feira (13) pela plataforma de jornalismo Meio em parceria com o Instituto Ideia.
De acordo com o levantamento, o petista lidera tanto no primeiro quanto no segundo turno, embora o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), empate tecnicamente com o petista no confronto direto, considerando a margem de erro de 2,2 pontos percentuais.
No cenário de primeiro turno, Lula registra 40,2% das intenções de voto, à frente de Tarcísio, que aparece com 32,7%. Em seguida, aparecem os governadores Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (União Brasil), com 5,5% cada. Quando o adversário testado é o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o presidente alcança 39,7%, enquanto Flávio tem 26,5%. Outros cenários incluem Michelle Bolsonaro (PL) e Eduardo Leite (PSD), nos quais Lula também mantém vantagem significativa.
No segundo turno, Lula lidera em todos os cenários. Ele fica tecnicamente empatado com Tarcísio (44,4% a 42,1%) e supera Michelle Bolsonaro (46% a 39%), Ratinho Júnior (46% a 37%), Caiado (46,3% a 36,5%), Zema (46,3% a 36,1%), Flávio Bolsonaro (46,2% a 36%), Eduardo Leite (45% a 23%) e outros concorrentes testados.
Apesar da liderança nas intenções de voto, a pesquisa mostra que 40,8% dos entrevistados afirmam que não votariam de jeito nenhum em Lula. Entre os adversários, Flávio Bolsonaro é rejeitado por 30%, Michelle por 26,1% e Tarcísio por 16,2%.
Avaliação do governo
Apesar de estar na liderança da corrida eleitoral, o levantamento também aponta que o governo Lula apresenta um conceito negativo entre os eleitores. Segundo a pesquisa, 50% desaprovam a gestão atual, enquanto 47% aprovam, diferença dentro da margem de erro.
Na abertura dos dados, 15% avaliam o terceiro mandato de Lula como ótimo, enquanto 20% consideram bom e 20,5% responderam regular. Já 18,6% avaliam como ruim e 22,8% como péssimo.
Ao detalhar a avaliação por áreas, a segurança pública é a pior avaliada, com 48,7% considerando o governo ruim ou péssimo. Na economia, 43,4% veem a gestão como ruim ou péssima, enquanto na saúde o índice é de 41,5% e na educação 39,1%. Em contrapartida, a educação é a área mais bem avaliada, com 37,9% considerando o governo ótimo ou bom.
A pesquisa entrevistou 2.000 pessoas por telefone entre os dias 8 e 12 de janeiro e foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-06731/2026, com nível de confiança de 95%.