LWSA (LWSA3) salta mais de 8% após surpresa com resultado sólido do 4T25; é hora de comprar ação?
A ação da LWSA (LWSA3) disparava 8,19%, a R$ 3,70, por volta das 14h56 (horário de Brasília), na esteira do balanço do quarto trimestre de 2025 (4T25) da companhia, considerado forte pelos analistas.
No período, a companhia reportou lucro líquido ajustado de R$ 69 milhões, uma alta de 60,9% ante o mesmo período de 2024. No acumulado de 2025, o lucro ajustado da LWSA somou R$ 204,6 milhões, crescimento de 36,5% na comparação anual, com margem de 13,7%.
Entre as surpresas positivas, os analistas destacaram a alavancagem operacional forte da LWSA, o contínuo progresso na simplificação e monetização do portfólio da companhia, e a aceleração da receita.
Alavancagem operacional forte
A XP Investimentos, em relatório, reforçou a solidez do desempenho de Commerce e a forte alavancagem operacional da LWSA no quarto trimestre de 2025.
A expectativa da corretora é de reação positiva do mercado, influenciada também pela surpresa positiva com o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda), de R$ 97 milhões (+19% no interanual), sustentado por forte crescimento.
“Além disso, a geração de caixa robusta, a alocação de capital focada no acionista e a tendência estruturalmente positiva em Commerce, Ebitda e margens de FCF são pontos-chave favoráveis”, ressaltaram os analistas da XP Bernardo Guttman e Luis Chagas.
A corretora reiterou a recomendação de compra para o papel, destacando a relação de risco-retorno interessante, com preço-alvo de R$ 5, um potencial de valorização de 46,20% em relação ao valor do fechamento de ontem.
Continuidade na simplificação e monetização do portfólio
Na avaliação do Itaú BBA, a venda de ativos realizada no trimestre anterior, que incluiu Squid e Nextios, ajudou a destravar um ganho de rentabilidade maior do que o estimado pelo banco de investimentos.
O movimento refletiu na margem do Ebitda ajustada, que ficou 110 pontos-base acima da expectativa do BBA, em 25,3%, alta de 160 pbs na comparação anual.
“De forma geral, este é mais um trimestre que demonstra o progresso contínuo da companhia na simplificação e melhor monetização de seu portfólio. No entanto, reconhecemos que, além do cenário macroeconômico atualmente mais volátil (tanto local quanto globalmente), as narrativas sobre o potencial impacto da IA nas empresas de software podem continuar adicionando volatilidade de curto prazo à ação“, ponderaram os analistas do banco.
O Itaú BBA manteve a recomendação de compra para LWSA3, com preço-alvo de R$ 6,20, um ganho potencial de 81,20%.
Aceleração da receita e expansão resiliente de margens
O Safra considerou o conjunto dos resultados da LWSA como positivo, com aceleração do crescimento da receita a expansão resiliente de margens, apresentando números acima das estimativas do banco e do mercado.
“Também destacamos a forte geração de caixa no 4T25, com FCF atingindo R$ 63,6 milhões no trimestre (e R$ 224,8 milhões no acumulado do ano), posicionando o FCF yield da companhia em patamar de dois dígitos baixos (cerca de 11%)”, destacaram os analistas Silvio Dória, Guilherme Bellizzi Motta e Carolina Carneiro.
O Safra manteve a recomendação neutra para a ação, mas reconheceu que os “números positivos reforçam adicionalmente a tese de recuperação operacional da companhia“.
O preço-alvo para a LWSA3 é R$ 4,50, com potencial de valorização de 31,58%.