Varejo

Magalu (MGLU3), Americanas (AMER3), Casas Bahia (BHIA3) e mais: ações do varejo acumulam quedas de até 99% ante máximas históricas

25 jun 2026, 16:40 - atualizado em 25 jun 2026, 16:40
magazine luiza magalu varejo
(Imagem: Divulgação)

Juro elevado é um "vilão" conhecido do varejo, que sofre há anos com ciclos de alta da Selic no Brasil. O cenário macroeconômico, somado a fatores internos das empresas e mudanças no comportamento do consumidor, tem pressionado o setor e contribuído para a forte desvalorização das ações nos últimos anos.

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Um levantamento da consultoria Elos Ayta mapeou o desempenho de uma série de empresas em relação às suas próprias máximas histórias. No top 5, estão Americanas (AMER3), com -99,96%; Casas Bahia (BHIA3), com -99,78%; Marisa (AMAR3), com -99,49%; Magazine Luiza (MGLU3), com -98,13%; e Lojas Quero-Quero (LJQQ3) com -93,85%.

Confira a seguir:

O estudo indica que grande parte das companhias atingiu as máximas históricas entre 2020 e 2021, durante a pandemia de coronavírus, em um cenário macroeconômico de expansão da liquidez global, juros em níveis reduzidos e aceleração do consumo por canais digitais.

Foi nesse contexto que Magazine Luiza, Americanas, Casas Bahia, Grupo SBF e Lojas Renner registraram seus recordes. No entanto, desde então, essas empresas acumulam perdas expressivas, em alguns casos superiores a 90%, evidenciando a forte correção sofrida pelo setor com a normalização da atividade econômica e a mudança no cenário de juros.

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A redução do consumo, aumento do endividamento das famílias e maior competição, são fatores que comprimiram margens e reduziram as expectativas de crescimento e contribuem para a magnitude das quedas.

No pós-pandemia, um comportamento distinto do varejo

O estudo da Elos Ayta aponta que as empresas que atingiram as máximas após a pandemia apresentam um comportamento distinto dos nomes que surfaram no momento atípico gerado pelo evento.

Nomes como Automob (AMOB3), C&A (CEAB3), Track & Field (TFCO3) e Vivara (VIVA3) registraram máximas históricas em 2024, 2025 ou mesmo em 2026, em um contexto diferente.

O estudo sugere que os recordes mais recentes dessas companhias foram construídos em um ambiente de juros elevados e maior seletividade dos investidores, tornando as cotações máximas mais associadas a fundamentos específicos de cada negócio do que a um movimento generalizado do mercado.

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Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
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