Destaques da Bolsa

Magazine Luiza (MGLU3) dispara 28% após 1º turno das eleições colocar mudanças econômicas radar; outras ações acompanham

05 out 2026, 12:38 - atualizado em 05 out 2026, 12:40
magazine luiza varejo
(Imagem: Divulgação)

As ações do Magazine Luiza (MGLU3) operam entre as maiores altas do Ibovespa (IBOV) nesta segunda-feira (5), um dia de forte alta para o principal índice da Bolsa brasileira, que reage ao primeiro turno das eleições de 2026.

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Outros nomes como Vamos (VAMO3), Localiza (RENT3), C&A (CEAB3), Assaí (ASAI3), Smart Fit (SMFT3) e algumas construtoras estão entre os nomes cíclicos que salta nesta sessão.

Por volta de 12h20 (horário de Brasília), as ações do Magazine Luiza 28,12%, cotadas a R$ 9,75. Acompanhe o tempo real.



Já entre os demais destaques, RENT3 subia 20,93%, VAMOS2 avançava 19,62%, SMFT2 subia 18,66%, ASAI3 registrava alta de 18,65%, Lojas Renner de 18,37% e MRV subia 16,87%.

No pano de fundo está o primeiro turno eleitoral, em especial a votação para a Presidência. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) teve 47,03% dos votos válidos, enquanto o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) obteve 45,16%.

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Geralmente, o candidato que larga na frente no primeiro turno tem maior probabilidade de ganhar o segundo turno das eleições.

Os candidatos ainda vão se enfrentar no segundo turno, em 25 de outubro, mas os resultados já divulgados do Senado apontam para um expressivo crescimento do PL e de partidos que abraçam o bolsonarismo.

Por que Magazine Luiza e outras cíclicas sobem?

A Bolsa começa a semana com forte viés positivo após o resultado do primeiro turno surpreender ante as pesquisas, pondera o analista Gabriel Mollo, do Daycoval.

A combinação de expectativa de menor prêmio de risco, queda dos juros futuros e valorização do real tende a beneficiar principalmente ações domésticas e empresas sensíveis ao custo de capital.

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O analista destaca que o mercado passa a concentrar as atenções na composição do Congresso e, principalmente, na capacidade do próximo governo de avançar em uma agenda de consolidação fiscal.

“A expectativa de uma mudança na orientação econômica ajudou a alimentar a queda dos juros futuros e a valorização do real, mas a sustentação desse movimento dependerá de sinais concretos sobre política fiscal e reformas. O segundo turno, portanto, tende a ser marcado por elevada volatilidade, com investidores ajustando posições conforme novos dados eleitorais, propostas econômicas e eventuais alianças sejam divulgados”, pondera Mollo.

No curto prazo, a tendência é de forte rotação entre setores, com ações domésticas e sensíveis aos juros concentrando o fluxo comprador.

Entretanto, após uma abertura muito forte, a realização de lucros e a volatilidade devem aumentar, principalmente conforme o mercado passe a exigir sinais concretos sobre a agenda econômica.

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Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
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