Carteira Recomendada

Mais de dividendos: BB Investimentos altera carteira e busca 12,8% de retorno; veja as ações

03 mar 2026, 8:23 - atualizado em 03 mar 2026, 8:23
Carteira com notas de R$ 200, representando pagamentos de dividendos
(Imagem: iStock/Andrzej Rostek)

A carteira de dividendos do BB Investimentos iniciou um novo ciclo para o período entre março e maio de 2026 com uma rotação mais intensa do que o habitual.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ao todo, foram sete trocas em um portfólio de dez ações, movimento que reflete tanto a forte valorização recente de alguns papéis quanto a busca por novas assimetrias em um mercado que já subiu de forma relevante no início do ano.

Em fevereiro, a carteira avançou 5,1%, superando novamente o Índice de Dividendos da B3 (IDIV), que teve alta de 4,4%. No acumulado do trimestre, o desempenho também foi superior, com valorização de 20,1% frente a 17,1% do benchmark. O histórico reforça a proposta da estratégia, que combina regularidade na distribuição de proventos com potencial de valorização.

Para o novo ciclo, deixam a carteira Banco ABC Brasil (ABCB4), Ambev (ABEV3), Caixa Seguridade (CXSE3), Itaúsa (ITSA4), Vale (VALE3), Telefônica Brasil (VIVT3) e WEG (WEGE3).

No lugar, entram Bradespar (BRAP4), Cemig (CMIG4), Copel (CPLE3), Direcional (DIRR3), Klabin (KLBN11), Porto Seguro (PSSA3) e  Unipar (UNIP6). Permanecem Marcopolo (POMO4), Petrobras (PETR4) e Vulcabras (VULC3).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A nova composição traz de volta o setor de utilities, que havia ficado de fora no ciclo anterior após forte valorização. Agora, Cemig e Copel retornam ao portfólio, reforçando o caráter defensivo e previsível da carteira. Por outro lado, chama atenção a ausência de bancos neste trimestre, um setor tradicionalmente associado à temática de dividendos, mas que acumulou desempenho expressivo recentemente.

A carteira passa a apresentar dividend yield médio esperado de 8,8%, considerando a média entre 12 e 24 meses projetada pelo consenso. Entre os destaques, aparecem Vulcabrás, com yield estimado de 12,8%.

Segundo a casa, a estratégia “segue multifatorial”. Além da regularidade histórica de pagamentos, o BB considera a expectativa de proventos futuros, o desconto ou prêmio frente aos múltiplos históricos e elementos técnicos para capturar movimentos de curto prazo.

Em um ambiente de expectativa de queda da Selic e fechamento da curva de juros, a busca por renda em ações tende a ganhar força adicional. Com o CDI perdendo altitude ao longo do tempo, os dividendos voltam a brilhar como fonte de retorno recorrente.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Se o primeiro bimestre foi marcado por rali e compressão de múltiplos, o novo ciclo da carteira de dividendos sugere uma postura seletiva. Menos aposta em nomes que já entregaram boa parte do movimento, mais foco em ativos que ainda guardam fôlego para distribuir caixa e, de quebra, subir na bolsa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
Por dentro dos mercados

Receba gratuitamente as newsletters do Money Times

OBS: Ao clicar no botão você autoriza o Money Times a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar