Economia

Mais inflação e juros altos: o que o futuro reserva aos EUA? O Fed responde

03 ago 2021, 11:52 - atualizado em 03 ago 2021, 11:52
James Bullard
Bullard, que cinco anos atrás disse que via os Estados Unidos atolados em uma época de baixo crescimento, baixa produtividade e baixa inflação (Imagem: REUTERS/Edgar Su)

A pandemia de coronavírus pode ter levado os Estados Unidos para uma era volátil de crescimento mais forte e melhor produtividade, mas também de juros mais altos e inflação mais rápida, disse o presidente do Federal Reserve de St. Louis, James Bullard, ao explicar o porquê de achar que o banco central norte-americano deveria encerrar suas medidas de estímulo da era da crise.

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Bullard, que cinco anos atrás disse que via os Estados Unidos atolados em uma época de baixo crescimento, baixa produtividade e baixa inflação, disse que está começando a pensar que um novo “regime” pode ter chegado, em que o Fed terá que lidar com mudanças mais rápidas e choques mais frequentes.

Por mais de uma década antes da pandemia, “o crescimento econômico estava lento e não muito volátil, enquanto a inflação também era lenta e não muito volátil”, disse Bullard em entrevista à Reuters na segunda-feira.

“Este é um ambiente muito diferente, em que se perturbou o equilíbrio global … As reverberações continuarão e haverá muito mais volatilidade do que se está acostumado a ver.”

Do lado positivo, isso pode significar uma série de acontecimentos que aumentariam a produtividade e que manteriam o crescimento dos EUA e os salários em rápida ascensão.

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O risco é uma inflação mais alta, que pode reverter a expectativa atual do Fed de que as pressões sobre os preços diminuirão por conta própria e permitirão a continuidade da política monetária enxpansionista.

“Teremos efeitos duradouros à medida que o resto do mundo se recupera. Há escassez e gargalos em todos os lugares. É provável que a Europa cresça mais rapidamente nos próximos trimestres”, disse Bullard. “Você tem indústrias ainda se ajustando ao mundo pós-pandemia — muitas coisas acontecendo, e em um ritmo ao qual não estamos acostumados.”

Nesse cenário, “a política monetária precisa ser mais ágil”.

Seus comentários vêm com uma recomendação de política monetária específica: que o Fed comece a cortar seus 120 bilhões de dólares em compras mensais de ativos em breve, reduza-os a zero no início do próximo ano e esteja pronto para aumentar os juros se a inflação ameaçar permanecer alta demais por muito tempo.

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A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
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