AgroTimes

Mapa vê impacto de US$ 5 bi com novos mercados e abre quase 18 destinos por mês desde 2024; ‘continuar o namoro’ é a prioridade

04 fev 2026, 16:58 - atualizado em 04 fev 2026, 16:58
luis rua abpa ministério da agricultura
(Foto: Mapa)

Desde que Luís Rua assumiu a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) em outubro de 2024, o Brasil ampliou de 248 para 535 o número de mercados abertos para produtos do agronegócio. O ritmo equivale a uma média de 17,8 novos mercados por mês nos últimos 16 meses.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo o secretário, todas essas 535 aberturas já representam um impacto acumulado de cerca de US$ 5 bilhões em exportações adicionais.

“Eu costumo brincar que a abertura de mercados é como um namoro. Primeiro você conhece a pessoa, depois vai à casa dela, pensa em noivar e, lá na frente, em casar”, afirmou Rua, em entrevista ao Money Times.

O secretário explica que a abertura formal é apenas o primeiro passo. Depois disso, é necessário ajustar exigências regulatórias, definir a logística — como a linha marítima — e conquistar os primeiros clientes no destino.

“Após a primeira venda, quem vende se pergunta se vai receber, e quem compra se questiona se o produto vai chegar. Por isso, as compras começam pequenas, até que se construa confiança. A partir daí, o crescimento tende a ser exponencial”, disse.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Um dos destaques da estratégia de diversificação foi o avanço das exportações de produtos não tradicionais, que cresceram 15% em 2025 na comparação com o ano anterior.

A prioridade do Ministério da Agricultura em 2026

Para 2026, o foco do ministério é “continuar esse namoro”, mantendo o ritmo de abertura e ampliação de mercados. Rua observa que, à medida que os mercados mais acessíveis são conquistados, passam a restar aqueles de negociação mais complexa.

A rotina do secretário — braço direito do ministro Carlos Fávaro — começa cedo, geralmente entre 4h e 5h da manhã, em função dos diferentes fusos horários. O dia se inicia com conversas com os 40 adidos agrícolas brasileiros espalhados pelo mundo.

“O adido no fuso mais ocidental está no México; o mais oriental, na Austrália — uma diferença de 17 horas. No início da manhã, falo com Ásia e Oceania; à noite, por volta das 19h, com os adidos das Américas”, relatou.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo Rua, os adidos agrícolas são peças-chave da estratégia internacional do agro brasileiro. “Eles têm conhecimento técnico e preparo para negociar. Mais de 60% das 535 aberturas de mercado ocorreram em países onde temos adidos agrícolas”, destacou.

Além de abrir mercados, o governo quer apoiar as empresas no acesso efetivo a essas oportunidades — o que o secretário define como “ajudar a atravessar a porta”. Para isso, o ministério estruturou dois serviços voltados aos exportadores: Passaporte Agro e Agro Insight.

O Passaporte Agro reúne informações práticas sobre novos mercados, como exigências sanitárias, tarifas, concorrentes e contatos locais, com atenção especial a pequenos e médios exportadores.

Já o Agro Insight consiste em relatórios mensais elaborados pelos adidos agrícolas, com análises de conjuntura, oportunidades e tendências específicas por produto e país.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Se para abrir mercados nunca é trabalho de uma mão só, para fechar um mercado basta uma palavra mal colocada minha, do ministro ou de qualquer elo da cadeia”.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Repórter
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu. Atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por pouco mais de 3 anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, ficou entre os 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio.
Linkedin
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu. Atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por pouco mais de 3 anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, ficou entre os 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio.
Linkedin
Quer ficar por dentro de tudo que acontece no mercado agro?

Editoria do Money Times traz tudo o que é mais importante para o setor de forma 100% gratuita

OBS: Ao clicar no botão você autoriza o Money Times a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar