Corrupção

Marcelo Odebrecht diz que Dilma e Lula sabiam de caixa 2; ex-presidentes negam

14 abr 2017, 16:03 - atualizado em 05 nov 2017, 14:05

Jéssica Gonçalves – Repórter do Radiojornalismo

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O empresário Marcelo Odebrecht afirmou em delação premiada que Dilma Roussef e Luiz Inácio Lula da Silva sabiam de doações não contabilizadas da empreiteira para a campanha deles à Presidência da República, o chamado caixa 2.

O empresário disse que se encontrou com a ex-presidente Dilma em 2015 no México, e afirmou que fez um alerta sobre a possível contaminação que o caixa 2 poderia causar à campanha dela por causa das investigações da Lava Jato.

“No que tange à questão de caixa 2, tanto Lula quanto Dilma, eles tinham conhecimento de um montante, não necessariamente do valor preciso, mas tinham conhecimento da dimensão de todo o nosso apoio ao longo dos anos. A Dilma, ela sabia, que grande parte do nosso apoio tava direcionado para João Santana [responsável pelo marketing da campanha]. E especificamente em 2015, no encontro que tive, já com a Operação Lava Jato deflagrada, tive consciência de todos os depósitos que tinham sido feitos, eu mostrei a ela a quantidade que pdoeria contaminar a campanha dela”, disse em um dos depoimentos da delação premiada.

>> Ouça a reportagem aqui

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A divulgação dos depoimentos de executivos da Odebrecht, prestados no fim do ano passado, foi autorizada na última quarta-feira (12) pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal.

Dilma Rousseff e Lula

Em nota, a ex-presidenta Dilma Roussef afirma que Marcelo Odebrecht faltou com a verdade. Diz que nunca pediu recursos para a campanha ao empresário e refuta o que chama de insinuações de que tenha beneficiado a construtora. Dilma ainda declara que nunca manteve relação de amizade ou de proximidade com o dono da empreiteira.

Pela rede social Facebook, o ex-presidente Lula divulgou nessa quinta-feira trechos de uma entrevista concedida a rádio Metrópole em Salvador em que diz encarar com naturalidade todas as acusações falsas que vem sofrendo e afirma que o país não pode viver sob uma ditadura de um pequeno grupo do Poder Judiciário.

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