Senado

Marco regulatório pretende regulamentar criação e comércio de cães e gatos; microchip e castração obrigatória estão em pauta

11 ago 2026, 16:38
Projeto cria marco regulatório para criação e comércio de cães e gatos (Rovena Rosa/Agência Brasil)

O Senado analisa projeto de lei que cria um marco regulatório com regras para criadouros e comerciantes de cães e gatos no País. O PL 4.855/2026 foi impõe normas rígidas para a criação comercial e o transporte desses animais, como obrigatoriedade de registro formal de canis e gatis, acompanhamento de veterinário responsável e a exigênicia de microchip e castração para venda.

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A proposta pretende acabar com a informalidade de estabelecimentos comerciais, setor que movimenta bilhões de reais no país sem padronização de direitos do consumidor. Autor do projeto, o senador e veterinário Wellington Fagundes (PL-MT), enfatizou a urgência de se regular o segmento para combater abusos e práticas nocivas.

“Foi exatamente para acabar com uma situação que ainda funciona como uma verdadeira zona cinzenta no Brasil. A criação e a comercialização clandestina de cães e gatos. Hoje, infelizmente, ainda existem animais mantidos em locais insalubres, matrizes vendidas muito cedo, doentes ou sem qualquer garantia de origem”, justificou o parlamentar.

Além de garantir a castração dos cães e dos gatos que serão vendidos, os criadouros comerciais precisarão implantar um sistema de rastreabilidade, o microchip, nos animais reprodutores desses estabelecimentos. A fim de conter a reprodução desenfreada, a obrigatoriedade da castração na comercialização foi desenhada como uma barreira contra a superpopulação e o consequente abandono dos animais.

Sanidade é um dos focos

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Para operarem legalmente, os criadouros comerciais deverão assegurar infraestrutura adequada às normas sanitárias. O texto propõe reduzir focos de zoonoses, doenças ou infecções transmitidas naturalmente, além de amortecer custos do sistema de saúde.

Do lado do consumidor, o projeto obriga o fornecimento de histórico vacinal, garantindo a imunização adequada aos filhotes, e orientações de manejo no momento da compra do animal.

“O nosso projeto, ele estabelece regras claras, portanto o criador comercial deverá ter registro, acompanhamento de médico veterinário, instalações adequadas e controle sanitário. Os animais então terão identificação e rastreabilidade, o comprador deverá receber atestado de saúde e todas as informações necessárias para cuidar daquele cão ou gato”, informou o senador.

O descumprimento das futuras regras sujeitará os infratores a sanções administrativas, multas e fiscalização por órgãos competentes. A proposta ainda guardanda despacho da Presidência do Senado para definir a análise pelas comissões temáticas da Casa.

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*Sob orientação de Gustavo Porto

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Amanda Cristina de Souza é estudante de jornalismo no IESB. Ela atua como estagiária em um núcleo de conteúdo mantido pelo Money Times, em Brasília (DF), em parceria com outros veículos de informação.
Amanda Cristina de Souza é estudante de jornalismo no IESB. Ela atua como estagiária em um núcleo de conteúdo mantido pelo Money Times, em Brasília (DF), em parceria com outros veículos de informação.

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