Eleições 2026

Marina Silva reage a ‘indignação e perplexidade’ da Rede: ‘Não posso negar divergências’

09 abr 2026, 15:23 - atualizado em 09 abr 2026, 15:23
Marina Silva
Marina Silva responde nota da Rede e admite divergências com partido (Imagem: REUTERS/Carla Carniel)

A ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, admitiu nesta quarta (8) que lida com divergências internas na Rede Sustentabilidade, legenda que ajudou a fundar. Segundo ela, não há descumprimento do estatuto nem falta de diálogo. Marina disse que a crise interna não inviabiliza sua candidatura ao Senado por São Paulo.

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“Não consigo imaginar que alguém possa propor me negar a legenda na Rede Sustentabilidade”, afirmou em entrevista à GloboNews.

As declarações ocorrem um dia após o diretório nacional do partido publicar uma nota criticando sua decisão de permanecer na legenda. A Rede afirmou ter recebido o anúncio com “indignação e perplexidade” e acusou a ex-ministra de se recusar a dialogar com a direção partidária.

Na entrevista, Marina respondeu que não pode “permanecer fazendo de conta que vários diretórios legitimamente eleitos foram dissolvidos e foram impostas direções provisórias”. Acrescentou: “Não posso negar que existam divergências em relação ao programa, ao estatuto e aos princípios fundantes pelos quais milhares de pessoas se mobilizaram para coletar assinaturas”.

“Isso não tem nada a ver com desrespeito ou falta de diálogo”, completou. “Como somos uma federação, quem vai assegurar a legenda é a federação. Não estou descumprindo, em nenhum milímetro, o estatuto, o programa e o manifesto da Rede Sustentabilidade.”

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No sábado (4), Marina comunicou que permaneceria na legenda. Disse querer trabalhar na “restauração dos princípios e valores” da sigla e citou o manifesto de fundação para embasar sua decisão.

Na mesma nota, declarou apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e à candidatura de Fernando Haddad ao governo de São Paulo, e formalizou sua candidatura ao Senado pela federação liderada pelo PSOL, ao lado de Simone Tebet, do PSB.

Também anunciou a intenção de fortalecer alianças com PT, PSB, PV, PDT e PCdoB, partidos que classificou como os que “não se deixam capturar pelo autoritarismo e pelo negacionismo”.

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