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McDonald’s (ARCOS) ou Burger King (BKB)? Qual ação vale devorar, segundo o Santander

Tamires Vitorio
16/05/2022 - 14:06
McDonalds
Arcos, conglomerado dono do McDonald’s, passa a ser coberto pelo Santander (Imagem: REUTERS/Mike Blake)

Rivais quando o assunto são os lanches, as redes de fast-food McDonald’s — do conglomerado Arcos Dorados (ARCOS) — e Burger King (BKBR3) passaram a ter as ações cobertas pelo Santander. Embora o banco enxergue ambas como boas escolhas, uma delas se destaca.

Segundo o Santander, as duas têm avaliações de “outperform”, com base em “(i) avaliações com desconto, (ii) crescimento de vendas com comps fáceis para QSR (restaurantes de serviço rápido), (iii) potencial de alavancagem operacional e expansão de margem, e (iv) balanços confortáveis”.

“Acreditamos que o setor oferece uma oportunidade atraente de crescimento de médio a longo prazo para Arcos e BKB na indústria de QSR, com crescimento de vendas em 2022-23 ese traduzindo em margens mais amplas (alavancagem operacional)”, afirmam os analistas.

No entanto, o banco destaca fatores macroeconômicos contrários, como desaceleração da atividade econômica e inflação nos preços dos alimentos, que podem impedir grandes expansões de margem no curto prazo.

O banco aponta ainda que a ação da Arcos Dorados tem maior potencial, sendo a ação principal indicada para os investidores.

“Nossa preferência pela Arcos é baseada em (i) sua marca e base de restaurantes mais estabelecida e reconhecida (Arcos opera 2.261 restaurantes McDonald’s na América Latina, representando ~6% dos restaurantes globais do McDonald’s); (ii) boas perspectivas de crescimento (200 aberturas de restaurantes até 2024); e (iii) sólido balanço patrimonial e FCF com dividendos acima dos QSRs globais”, diz o relatório.

A curto prazo, o banco espera um crescimento de vendas em 2022, com compensações fáceis e alavancagem operacional, mas com a inflação podendo pressionar a expansão da margem.

“Esperamos que Arcos e BKB se beneficiem do crescimento da receita em 2022 (16% e 29% A/A, respectivamente) em grande parte devido ao maior ticket (ou seja, aumentos de preços para compensar custos e melhor mix). O consumo no local continua a ficar ~15% em relação aos níveis pré-pandemia, e esperamos apenas que o tráfego contribua para o crescimento das vendas nas mesmas lojas (SSS) além de 2023. Com nossa previsão de crescimento significativo de receita, esperamos margem EBITDA expansão para ambas as empresas, devido à alavancagem operacional, mesmo considerando que os custos de alimentos e papel podem permanecer altos e limitar a expansão da margem bruta em 2022”, afirma o relatório.

É dai que vem a preferência pela ARCO. Segundo o Santander, a marca, mais consolidada, oferece uma combinação atraente de valor e crescimento com: “(i) aberturas adicionais de restaurantes na América Latina (com foco em freestanding no Brasil) e (ii) desempenho continuamente forte dos restaurantes existentes devido à diferenciação de sua marca, bem como operações de drive-through, entrega e digitais estabelecidas e crescentes”.

Já a longo prazo, a perspectiva é de amplo espaço para crescimento no segmento QSR de hambúrguer no Brasil, com digitalização, entrega e drive-through como componentes-chave para a diferenciação.

“Com base em nossas estimativas, o Brasil pode manter ~1.100 novos QSRs de hambúrgueres, oferecendo oportunidades de crescimento tanto para Arcos quanto para BKB. Esperamos que ambas as empresas continuem se concentrando em lojas independentes para melhorar os recursos de drive-through e entrega, enquanto a digitalização continua sendo um componente-chave para o crescimento lucrativo (ou seja, CRM, aplicativos móveis, entrega própria e outros para melhorar o valor da vida útil do cliente)”, afirma o relatório. “No segmento QSR de frango, embora reconheçamos seu potencial de crescimento, o ritmo e a magnitude desse crescimento permanecem incertos para nós.”

Já o Burger King é definido como outperform por conta de sua atraente perspectiva de crescimento de longo prazo e avaliação com desconto, segundo o Santander.

“Nós (i) acreditamos que o BKB está bem posicionado para continuar crescendo no segmento QSR brasileiro, por meio de seu portfólio multimarcas; (ii) veja um momento favorável de ganhos após um 2021 difícil; e (iii) ver as ações negociadas em uma atraente avaliação ajustada ao crescimento. Gostamos do sólido histórico do BKB no desenvolvimento de marcas QSR no Brasil, como evidenciado pelo impressionante crescimento do Burger King, que esperamos continuar com a marca Popeyes (operada pelo BKB no Brasil)”, diz o relatório.

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Última atualização por Tamires Vitorio - 16/05/2022 - 14:06

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