Méliuz (CASH3) aprova redução de capital de R$ 160 milhões e novo plano de opções
O Méliuz (CASH3) anunciou ao mercado a aprovação, em assembleia geral extraordinária, da redução do capital social em R$ 160 milhões, sem cancelamento de ações e sem distribuição de caixa aos acionistas.
De acordo com o comunicado divulgado na noite de segunda-feira (5), a aprovação ocorreu por entender que o capital era excessivo e servirá para montar uma reserva de capital no mesmo valor.
Com isso, o capital social do Méliuz passará de R$ 519,98 milhões para R$ 359,98 milhões, sem alteração no número de ações emitidas, que segue em 104,38 milhões de ações ordinárias.
A redução, no entanto, ainda não será imediata. A empresa explicou que a mudança só entrará em vigor 60 dias após a publicação da ata da assembleia, conforme prevê a Lei das S.A.
Além da redução de capital, os acionistas aprovaram o Segundo Plano de Opção de Compra de Ações, que substitui o primeiro plano, criado em 2020 e agora extinto. Também houve aprovação do aditamento ao Plano de Outorga de Ações Restritas, originalmente validado em 2021.
Na prática, os dois instrumentos reforçam a política de remuneração baseada em ações da companhia, mecanismo usado por empresas para reter talentos e alinhar interesses de executivos e acionistas.
O momento do Méliuz
O Méliuz encerrou o segundo trimestre de 2026 (2T26) com prejuízo líquido consolidado de R$ 22,4 milhões, revertendo o lucro de R$ 7,6 milhões registrado no mesmo período do ano anterior. O resultado foi pressionado por um impacto contábil negativo de R$ 32,1 milhões relacionado à carteira de bitcoin (BTC) da companhia.
Desconsiderando esse efeito, o lucro líquido ajustado somou R$ 9,7 milhões, o que representa uma alta de 14% na comparação anual.
Junto com a divulgação de resultados, o Méliuz também anunciou a criação de um novo programa de recompra de ações de até 8,1 milhões de papéis, equivalente a 10% do free float da companhia.
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