Mercados

Mercado local deixa claro que problema era (ou ainda é) os juros, deduz gestor

26 maio 2023, 12:03 - atualizado em 26 maio 2023, 12:07
Ibovespa
Mercados domésticos vivem otimismo de curto prazo, em meio à expectativa de cortes na taxa Selic em breve (Imagem: REUTERS/Amanda Perobelli)

Os mercados domésticos vivem um otimismo no curto prazo. O movimento impulsiona o Ibovespa (IBOV) e desvaloriza o dólar, enquanto os juros futuros retiram prêmios.

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Tudo isso por causa da expectativa de cortes na taxa Selic em breve. “Um dos grandes entraves para o bom desempenho dos ativos no Brasil era a perspectiva de fim do ciclo de alta de juros e eventual início do ciclo de queda da taxa Selic”, avalia o CIO da TAG Investimento, Dan Kawa. 

Em postagem no Twitter, o gestor explica que a questão não é quando exatamente os cortes terão início, mas sim de que o processo é o próximo passo. “Não é preciso que os juros caiam, só precisa ter a perspectiva de que o ciclo de alta acabou e o próximo passo é uma queda de taxa”, explica.

Por que o mercado só embalou agora

Nesse sentido, vale lembrar que embora o juro básico esteja em 13,75% desde a reunião de setembro, os últimos comunicados do Banco Central trouxeram dúvidas quanto aos próximos passos. Na reunião de março, inclusive, o Comitê de Política Monetária (Copom) sequer descartou a retomada de novas altas.

Porém, após a prévia da inflação (IPCA-15) em maio abaixo do esperado, divulgada ontem, os investidores alimentaram expectativas de que os cortes na Selic começam mais cedo do que tarde. Agora, as apostas anteciparam o início do novo ciclo para agosto, com essa sinalização sendo feita já no encontro em junho. 

Somado a esse cenário,  Kawa observa que o avanço no Congresso das novas regras que irão substituir o teto de gastos reduz o risco fiscal e mantém o impulso no mercado doméstico, diante da mudança de perspectiva para os juros. Por isso, o momento de virada do Ibovespa está perto e essa tendência está “apenas começando”.

No entanto, o gestor da TAG pondera que não será um movimento linear e estará sujeito a solavancos. Afinal, por mais que o Brasil queira seguir para o alvo e avante, o cenário externo também importa.

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Editora-chefe
Olívia Bulla é editora-chefe do Money Times, jornalista especializada em Economia e Mercado Financeiro, com mais de 15 anos de experiência. Tem passagem pelos principais veículos nacionais de cobertura de notícias em tempo real, como Agência Estado e Valor Econômico. Mestre em Comunicação e doutoranda em Economia Política Mundial, com fluência em inglês, espanhol e conhecimento avançado em mandarim.
olivia.bulla@moneytimes.com.br
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Olívia Bulla é editora-chefe do Money Times, jornalista especializada em Economia e Mercado Financeiro, com mais de 15 anos de experiência. Tem passagem pelos principais veículos nacionais de cobertura de notícias em tempo real, como Agência Estado e Valor Econômico. Mestre em Comunicação e doutoranda em Economia Política Mundial, com fluência em inglês, espanhol e conhecimento avançado em mandarim.
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