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Mercado reage à descoberta da Petrobras (PETR4) na Margem Equatorial; ações e ADRs avançam

17 ago 2026, 10:33
petrobras petr4
Fachada da Petrobras (PETR4) - Imagem: Tânia Rêgo/Agência Brasil/Flickr

A descoberta de hidrocarbonetos pela Petrobras (PETR4;PETR3) em um poço exploratório na Bacia da Foz do Amazonas foi recebida de forma positiva pelo mercado nesta segunda-feira (17), embora analistas ressaltem que ainda há um longo caminho até a comprovação de viabilidade comercial da área.

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Por volta das 10h30, as ações preferenciais da Petrobras (PETR4) avançavam 1,33%, enquanto os papéis ordinários (PETR3) subiam 1,24%. No exterior, os ADRs da companhia também operavam em alta antes da abertura dos mercados americanos: PBRa ganhava 1,84% e PBR avançava 1,79%.





O anúncio da estatal foi feito na sexta-feira (14), após o fechamento do mercado. A companhia informou ter identificado a presença de hidrocarbonetos no poço Morpho (1-BRSA-1405-APS), localizado no bloco FZA-M-59, em águas ultraprofundas da Margem Equatorial brasileira, a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá.

Segundo a Petrobras, os indícios foram confirmados por meio de perfis elétricos e observações das rochas durante a perfuração. A empresa, porém, destacou que os trabalhos de avaliação exploratória continuam e que ainda não existe estimativa dos volumes recuperáveis nem confirmação de comercialidade da descoberta.

Potencial relevante, mas estágio ainda inicial

Na avaliação do Bradesco BBI, a identificação de hidrocarbonetos representa um marco relevante por abrir uma potencial nova fronteira exploratória para o Brasil. Segundo o banco, a Margem Equatorial pode futuramente complementar a produção do pré-sal e ajudar a mitigar uma eventual queda da produção nacional de petróleo após 2035.

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Apesar disso, o BBI destaca que a descoberta está em fase bastante inicial. Ainda não há informações sobre a composição da acumulação encontrada, que pode conter óleo, gás, condensado ou uma combinação desses recursos. Além disso, características fundamentais para determinar o potencial econômico do reservatório, como produtividade, volumes recuperáveis e qualidade da rocha, ainda precisam ser comprovadas.

Os analistas observam que poderão ser necessários de dois a quatro poços adicionais de avaliação, número que pode chegar a quatro a seis caso o reservatório apresente maior complexidade.

Para o banco, a descoberta possui relevância geológica e técnica, mas permanece distante de se traduzir em produção comercial. Em seu cenário positivo, uma eventual declaração de comercialidade poderia ocorrer entre 2029 e 2031, enquanto o primeiro óleo seria produzido apenas entre 2032 e 2036.

Mesmo diante do anúncio, o Bradesco BBI manteve recomendação neutra para PETR4, com preço-alvo de R$ 53.

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A XP também interpretou a descoberta como um avanço na estratégia da Petrobras de garantir a reposição de reservas de petróleo e gás no longo prazo.

Segundo a corretora, o bloco FZA-M-59 integra os esforços da companhia para explorar novas fronteiras exploratórias e sustentar a produção futura. A Petrobras detém 100% de participação na área e atua como operadora do ativo, adquirido na 11ª Rodada de Licitações da ANP, realizada em 2013.

A XP destacou ainda que o plano de negócios da estatal prevê cerca de US$ 2,5 bilhões em investimentos na Margem Equatorial, além da perfuração de 15 poços exploratórios na região.

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Coordenadora de redação
Formada em Jornalismo pela PUC-SP, tem especialização em Jornalismo Internacional. Atua como coordenadora de redação no Money Times e já trabalhou nas redações do InfoMoney, Você S/A, Você RH, Olhar Digital e Editora Trip.
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