Giro do Mercado

Mercados globais reagem a sinais de trégua e iniciam mês em alta; veja destaques do Giro do Mercado de hoje (1)

01 abr 2026, 15:55 - atualizado em 01 abr 2026, 15:55
Veja destaques do Giro do Mercado de hoje (1)

As bolsas globais começam abril em alta, com investidores reagindo a sinais de uma possível redução das tensões no Oriente Médio.

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No Giro do Mercado desta terça-feira (1º), a jornalista Paula Comassetto recebe Matheus Spiess, estrategista da Empiricus, para repercutir os principais acontecimentos que movimentam os mercados no início de abril.

Os investidores reagem a sinais de uma possível saída diplomática para o conflito no Oriente Médio. O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país está aberto a reduzir a escalada da guerra, enquanto a Casa Branca também indicou uma mudança de tom nas negociações.

De acordo com Spiess, os efeitos da guerra ainda podem durar mesmo após o cessar-fogo: “haverá um legado do conflito a ser limpo e vai demorar para que isso aconteça, em alguns setores especialmente, mas a gente caminha para uma normalização”.

Nos Estados Unidos, o relatório ADP mostrou criação de 62 mil vagas no setor privado em março, acima das expectativas do mercado, de 41 mil.

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Já no Brasil, o Ibovespa também operava em alta. Entre os destaques corporativos, Braskem avançava após o Citi elevar a recomendação das ações, enquanto Gerdau e BTG Pactual também avançavam com revisões positivas de analistas.

Hoje o presidente Lula afirmou que vai atuar para evitar que a guerra no Oriente Médio pressione mais os preços dos combustíveis no Brasil e, por consequência, os alimentos. O governo já adotou medidas para segurar os preços, como a redução de tributos sobre combustíveis e negocia com estados uma nova rodada de redução do ICMS sobre combustíveis.

“Com os ruídos no Oriente Médio, também começamos a notar efeitos nos temas domésticos, entre eles a questão dos juros e das eleições. Ainda estamos na janela em que ministros e governadores deixam os cargos visando candidaturas para a eleição e isso deve fazer preço no mercado de acordo com as características do governo com maior chance de ganhar nas urnas”, explicou o especialista da Empiricus.

*Com supervisão de

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Repórter estagiária no Money Times e jornalista em formação pela Universidade de São Paulo, com passagem pela Sapienza Università di Roma. Antes, trabalhou no UOL, no Terra e no Laboratório Agência de Comunicação da ECA-USP.
Repórter estagiária no Money Times e jornalista em formação pela Universidade de São Paulo, com passagem pela Sapienza Università di Roma. Antes, trabalhou no UOL, no Terra e no Laboratório Agência de Comunicação da ECA-USP.

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