Mercados

Mercados se preparam para salto na volatilidade com moedas ingressando na guerra comercial

05 ago 2019, 18:28 - atualizado em 05 ago 2019, 18:31
A disposição da China de usar sua moeda para compensar o impacto de uma disputa comercial que já dura um ano é de enorme importância simbólica (Imagem: REUTERS/Jason Lee)

A decisão da China de deixar o iuan se desvalorizar para além do nível antes tido como sagrado sinaliza que a atual disputa comercial pode evoluir para uma guerra cambial, injetando volatilidade nas moedas e aumentando a pressão sobre os mercados globais.

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Nesta segunda-feira, o banco central da China permitiu que o iuan rompesse o nível de 7 por dólar pela primeira vez em 11 anos, um movimento visto como uma resposta direta à escalada do conflito comercial do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, depois da ameaça de mais tarifas sobre os produtos chineses.

A disposição da China de usar sua moeda para compensar o impacto de uma disputa comercial que já dura um ano é de enorme importância simbólica, se não econômica: mostra que o país asiático está preparado para usar sua taxa de câmbio como uma ferramenta para responder de maneira assimétrica às tarifas de Trump.

Para os mercados globais, a medida abre uma nova frente que poderá aumentar drasticamente a volatilidade no mercado cambial após um período prolongado de calmaria, especialmente se encorajar outros países a tentar enfraquecer suas moedas para proteger suas economias de uma desaceleração global.

“Esta é a introdução formal das moedas na guerra comercial”, disse Richard Benson, diretor de investimentos de portfólio da gestora Millennium Global.

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Benson disse que se tornou extremamente difícil prever para onde as moedas irão daqui para a frente –os fundamentos econômicos lhe dizem para comprar o dólar, mas o risco de Trump pode ter incentivado alguma venda da divisa norte-americana.

Nesta segunda-feira, já estava claro quais eram as moedas vencedoras e perdedoras.

O iuan sofria sua maior queda desde 2015, embora analistas observem que a desvalorização parece ordenada e as autoridades chinesas estão confortáveis ​​com o movimento até agora.

O iene japonês, considerado um ativo de segurança, subiu para máxima em sete meses, com o dólar cotado abaixo de 106 ienes.

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O principal diplomata do Japão para assuntos cambiais alertou investidores que o país está pronto para intervir se ganhos excessivos no iene ameaçarem prejudicar a economia japonesa, dependente de exportações.

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A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
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