Internacional

Mercosul quer parcerias com Canadá, México, Vietnã, Japão e China após acordo com UE, diz Lula

16 jan 2026, 16:13 - atualizado em 16 jan 2026, 16:13
lula cop30 (3)
(Foto: Reuters/Adriano Machado)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta sexta-feira que o Mercosul busca abrir outros mercados após concluir o acordo comercial com a União Europeia e fazer parcerias com o mundo todo, em especial com Canadá, México, Vietnã, Japão e China.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Continuaremos trabalhando para abrir mais mercados e para construir novas parcerias no mundo, em particular com Canadá, México, Vietnã, Japão e China”, disse Lula em declaração à imprensa ao lado da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, no Rio de Janeiro, na véspera da assinatura do acordo comercial entre UE e Mercosul, no sábado, em Assunção, no Paraguai.

Em sua fala, realizada após reunião fechada com Von der Leyen, Lula voltou a exaltar o acordo UE-Mercosul como um exemplo de multilateralismo e afirmou que o pacto é bom para os dois blocos e também para os defensores da democracia no mundo.

“O acordo que vai ser assinado amanhã em Assunção, no Paraguai, é bom para o Brasil, é bom para o Mercosul, é bom para a Europa. E é bom, e muito bom, sobretudo para o mundo democrático e para multilateralismo”, afirmou Lula.

Após 25 anos de idas e vindas, o acordo comercial entre os dois blocos será assinado na capital do Paraguai, que detém a presidência temporária do Mercosul, sem a presença de Lula, que será representado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Lula pretendia que o acordo fosse assinado no final do ano passado, durante um encontro de cúpula do Mercosul em Foz do Iguaçu (PR), quando o Brasil estava com a presidência do bloco. Na época, no entanto, a Itália apresentou discordâncias e, como não seria possível aprovar o pacto na UE sem o apoio italiano, a assinatura foi adiada.

No início deste ano, após concessões ao setor agrícola europeu, a Itália voltou a apoiar o acordo e, apesar de uma forte oposição da França — onde o setor agrícola tem grande força política –, os Estados-membros da UE aprovaram na semana passada a assinatura do acordo.

O pacto deve impulsionar substancialmente os laços comerciais entre os dois blocos, mas foi alvo de fortes protestos na Europa, principalmente por parte de agricultores franceses.

Com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, abalando o comércio global, a Comissão Europeia e países como Alemanha e Espanha argumentam que o acordo com o Mercosul ajudará a compensar perdas comerciais causadas pelas tarifas de importação dos EUA e reduzirá a dependência da China, garantindo, por exemplo, o acesso a minerais essenciais.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em nota após a reunião entre Lula e Von der Leyen, o Ministério das Relações Exteriores disse que o acordo UE-Mercosul “assume especial relevância no atual contexto internacional marcado pelo aumento do protecionismo e do unilateralismo, ao reafirmar a importância do comércio internacional como vetor de crescimento econômico”.

O acordo comercial reduzirá as tarifas com o objetivo de expandir o comércio entre os dois blocos, que somou US$100,1 bilhões em 2025, com fluxo equilibrado entre os dois lados.

Uma vez assinado, o acordo deverá ser votado pelo Parlamento Europeu, o que deve ocorrer em abril ou maio. O resultado provavelmente será apertado. Se a assembleia da UE aprovar o acordo, ele provavelmente entrará em vigor alguns meses depois.

Em entrevista na quinta ao programa “Bom Dia, Ministro”, do CanalGov, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, disse esperar que o Congresso brasileiro aprove o acordo no primeiro semestre e que o acordo entre em vigor no segundo semestre do ano.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
Por dentro dos mercados

Receba gratuitamente as newsletters do Money Times

OBS: Ao clicar no botão você autoriza o Money Times a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar