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Meta (M1TA34) investe mais em IA e vê lucro cair no acumulado do ano

28 jan 2026, 18:22 - atualizado em 28 jan 2026, 18:22
Mark Zuckerberg inteligência artificial Meta
Microempreendedores e trabalhadores independentes poderão solicitar acesso a benefícios através de recurso do fundador do Facebook - Imagem: Shutterstock

A Meta (M1TA34) registrou lucro líquido de US$ 22,8 bilhões no quarto trimestre de 2025 (4T25), uma alta de 9% em relação ao mesmo período do ano anterior. No acumulado do ano, porém, o lucro somou US$ 60,5 bilhões, queda de 3% frente a 2024, em grande parte pelo maior gasto com pesquisa e desenvolvimento na frente de inteligência artificial.

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A receita da companhia alcançou US$ 59,9 bilhões no quarto trimestre, avanço de 24% na comparação anual. No ano fechado, o faturamento totalizou US$ 201 bilhões, crescimento de 22%. Segundo a Meta, o desempenho seguiu ancorado na sua família de aplicativos com melhora consistente tanto em volume quanto em preço de anúncios.

“No quarto trimestre, observamos uma combinação positiva entre crescimento de impressões e aumento do preço médio por anúncio, refletindo maior engajamento e avanços em monetização ao longo do ano”, afirmou a companhia no comunicado de resultados, divulgado na noite desta quarta-feira (28).

Em termos operacionais, o grupo registrou 3,58 bilhões de usuários diários em média em dezembro, alta de 7% em base anual. As impressões de anúncios cresceram 18% no quarto trimestre e 12% no ano, enquanto o preço médio por anúncio avançou 6% no trimestre e 9% em 2025, reforçando a recuperação do mercado publicitário digital.

Do lado dos custos, a Meta acelerou de forma significativa, o que explica o menor lucro no acumulado. As despesas totais somaram US$ 35,1 bilhões no quarto trimestre, um salto de 40% em relação ao mesmo período de 2024. No ano, os custos atingiram US$ 117,7 bilhões, alta de 24%.

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O principal vetor foi a expansão dos gastos com pesquisa e desenvolvimento, puxados por inteligência artificial, data centers e capacidade computacional.

“A maior parte do crescimento das despesas está ligada a investimentos em infraestrutura, incluindo gastos com nuvem, depreciação e custos operacionais necessários para sustentar nossas prioridades estratégicas, especialmente em IA”, destacou a Meta.

Mesmo com a pressão de custos, a companhia manteve elevada rentabilidade operacional. O lucro operacional (proxy de Ebitda) foi de US$ 24,7 bilhões no quarto trimestre, alta de 6% na comparação anual, com margem operacional de 41%. No acumulado de 2025, o lucro operacional alcançou US$ 83,3 bilhões, avanço de 20% frente ao ano anterior.

No balanço, a Meta encerrou dezembro com US$ 81,6 bilhões em caixa, equivalentes e títulos negociáveis. A dívida de longo prazo somava US$ 58,7 bilhões, bem acima dos níveis de 2024, após emissões ao longo do ano para financiar investimentos e retorno de capital aos acionistas. Ainda assim, a empresa segue com posição líquida de caixa positiva, preservando flexibilidade financeira para sustentar o forte ciclo de investimentos previsto para 2026.

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Jornalista formado pela Unesp, tem passagens pelo InfoMoney, CNN Brasil e Veja.
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