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Minerva (BEEF3) despenca 10% após resultados do 4T25; BB Investimentos rebaixa ação com riscos de China e Oriente Médio

19 mar 2026, 14:44 - atualizado em 19 mar 2026, 14:44
Minerva beef3 (1)
(Imagem: Divulgação/Minerva Foods)

As ações da Minerva Foods (BEEF3) recuavam 10,47%, em R$ 3,85 por volta de 14h09 desta quinta-feira (19) após o lucro de R$ 85 milhões no quarto trimestre de 2025 (4T25).

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O BB Investimentos rebaixou a recomendação das ações de compra para neutra, mantendo o preço-alvo de R$ 8 para o final de 2026, após os papéis atingirem a mínima dos últimos 12 meses.

Segundo o banco, o movimento ocorre em meio ao aumento dos riscos para a tese de investimento, com destaque para as salvaguardas chinesas sobre a carne bovina, impostas no fim de 2025, e, mais recentemente, para o conflito entre Estados Unidos e Irã, que pode afetar a logística de exportações da Minerva para o Oriente Médio.

Apesar disso, a casa viu resultados sólidos e mesmo com a pressão na margem bruta, observou que a integração dos novos ativos já contribuiu positivamente para manutenção de margem Ebitda estável.



Na comparação trimestral, a aceleração na venda de estoques relacionados aos Estados Unidos no 3T25 tornou a comparabilidade menos favorável para o 4T25.

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XP vê ‘surpresa’ negativa para Minerva

Na avaliação da XP Investimentos, a Minerva entregou resultados abaixo do esperado, o que deve levar a revisões negativas nas estimativas de lucro. A casa que conta com recomendação neutra e preço-alvo de R$ 7,20 já esperava um desempenho negativo para a ação nesta quinta.

O principal destaque negativo foi a fraqueza no Brasil, com volumes de carne bovina recuando 8% na comparação trimestral e ficando abaixo das projeções da casa, refletindo um ambiente de consumo doméstico mais pressionado.

A receita líquida somou R$ 14,2 bilhões, cerca de 5% abaixo do esperado, enquanto o Ebitda ajustado também decepcionou, ficando 9% aquém das estimativas, impactado por despesas de vendas mais elevadas e menor diluição de custos.

Apesar disso, a margem bruta apresentou leve melhora e foi um dos poucos pontos positivos do trimestre, mesmo diante da alta nos preços do gado.

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Outro ponto de atenção foi a queima de caixa acima do esperado, que alcançou cerca de R$ 500 milhões (ou até R$ 750 milhões considerando forfaits), elevando a alavancagem para 2,6 vezes o Ebitda  (3,5 vezes com forfaits).

Para a XP, o cenário segue desafiador para a companhia, com pressão vinda da alta no custo do gado, demanda doméstica mais fraca e incertezas no mercado externo, o que deve manter o viés negativo para as ações no curto prazo.

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Repórter
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu. Atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por pouco mais de 3 anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, ficou entre os 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio.
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Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu. Atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por pouco mais de 3 anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, ficou entre os 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio.
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