Justiça

Ministério da Economia mandará explicações sobre investigação de Greenwald ao TCU nesta terça

08 jul 2019, 20:44 - atualizado em 08 jul 2019, 20:44
O Intercept tem divulgado trocas de mensagens atribuídas a procuradores da Lava Jato e ao ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro (Imagem: Fernando Frazão/Agência Brasil)

O Ministério da Economia enviará até esta terça-feira (9) à tarde as explicações pedidas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) sobre possíveis investigações feitas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) a respeito de movimentações financeiras do jornalista Glenn Greenwald, do site Intercept Brasil. A pasta informou ter recebido dois requerimentos do TCU na tarde desta segunda-feira (8).

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Na noite de sexta-feira (5), o ministro do TCU Bruno Dantas deu prazo de 24 horas para que o ministro da Economia prestasse esclarecimentos ao órgão, porém só hoje chegaram as notificações. Segundo o ministério, o primeiro pedido foi enviado diretamente ao Coaf e foi entregue às 15h, enquanto o segundo pedido, endereçado ao ministro Paulo Guedes, foi recebido às 15h25. A pasta comprometeu-se a responder aos dois requerimentos em 24 horas.

O Intercept tem divulgado trocas de mensagens atribuídas a procuradores da Lava Jato e ao ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, então juiz que comandava as ações da operação em Curitiba.

O despacho de Dantas foi baseado na representação do subprocurador-geral do Ministério Público de Contas, Lucas Rocha Furtado, para apurar supostas irregularidades no Coaf, que estaria verificando, a pedido da Polícia Federal, movimentações atípicas que poderiam estar relacionadas à invasão dos celulares de agentes públicos envolvidos com trabalhos da Lava Jato. “A motivação dessa investigação teria sido, mediante perseguição e abuso de poder, intimidar o jornalista”, diz o documento.

Conforme a argumentação do Ministério Público de Contas e do ministro do TCU, se confirmada, a investigação do Coaf poderia caracterizar “grave desvio de finalidade” no dispêndio de recursos públicos. “Por óbvio, isso nada tem a ver com a prevenção e combate à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo”, diz Bruno Dantas.

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No despacho, o ministro também dá 24 horas para que o presidente do Coaf, Roberto Leonel de Oliveira Lima, se manifeste.

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