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Missão Artemis 2: O que os astronautas vão fazer na Lua após 53 anos da última missão

03 fev 2026, 9:08 - atualizado em 03 fev 2026, 8:40
A Lua brilha sobre o SLS (Sistema de Lançamento Espacial) e a espaçonave Orion, no topo da plataforma de lançamento móvel da missão Artemis 2 (foto: Nasa)
A Lua brilha sobre o SLS (Sistema de Lançamento Espacial) e a espaçonave Orion, no topo da plataforma de lançamento móvel da missão Artemis 2 (foto: Nasa)

Mais de cinquenta anos após a última missão Apollo, a Nasa está prestes a enviar novamente astronautas rumo à Lua. A missão está prevista para decolar em 8 de fevereiro e marcará o primeiro voo tripulado do programa Artemis.

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A Artemis 2 não irá plantar bandeiras nem deixar marcas no solo lunar. Seu propósito, segundo a Nasa, vai além de simplesmente “retornar à Lua”.

A agência espacial dos Estados Unidos busca estabelecer uma presença humana de longo prazo no espaço profundo, testar novas tecnologias, conduzir pesquisas científicas e utilizar a Lua como ponto de apoio para futuras missões a Marte.

O que é a missão Artemis

O programa Artemis é a iniciativa de exploração lunar da Nasa que pretende levar seres humanos de volta à Lua pela primeira vez desde o último pouso tripulado, em dezembro de 1972. Mais do que revisitar o satélite, a meta é criar uma presença humana sustentável em território lunar.

Não se trata, portanto, de um simples “passeio lunar”, mas de um projeto de longo prazo voltado à construção de infraestrutura, como naves, foguetes, sistemas de comunicação, protocolos operacionais e logística.

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As missões do programa Artemis fazem parte da estratégia da Nasa para a criação da Lunar Gateway, uma estação espacial em órbita da Lua que servirá como base para astronautas viverem, trabalharem e se prepararem para futuras viagens a Marte.

A primeira fase do programa, a Artemis I, foi lançada em novembro de 2022 e consistiu no envio de uma cápsula sem tripulação, destinada a testar o foguete SLS (Sistema de Lançamento Espacial) da Nasa.

Um voo de cerca de dez dias ao redor da Lua

Agora, a missão Artemis 2 levará quatro astronautas na cápsula Orion, lançada pelo foguete SLS. Durante aproximadamente dez dias, a tripulação fará um sobrevoo completo da Lua e irá:

  • Testar os sistemas de suporte à vida, como fornecimento de oxigênio, controle térmico e remoção de gás carbônico, em condições reais de espaço profundo;
  • Avaliar a navegação e o controle da Orion, incluindo manobras, ajustes de trajetória e resposta a comandos manuais;
  • Verificar as comunicações de longa distância, essenciais para missões futuras que permanecerão dias ou até semanas longe da Terra;
  • Coletar dados médicos, acompanhando como o corpo humano reage a períodos prolongados fora do “escudo” magnético do planeta.

Quem vai a bordo da Orion

A tripulação foi cuidadosamente selecionada para esse momento histórico:

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  • Reid Wiseman, comandante da missão
  • Victor Glover, piloto
  • Christina Koch, especialista da missão
  • Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadense, também como especialista
Astronautas da Missão Artemis 2/Divulgação Nasa
Astronautas da Missão Artemis 2/Divulgação Nasa

No dia 23 de janeiro, os astronautas iniciaram o período de quarentena, um protocolo de estabilização da saúde que garante que não contraiam doenças antes do lançamento.

Como é o foguete que vai à Lua

O SLS foi apresentado pela Nasa em 17 de janeiro. Com 98 metros de altura, é mais alto que o Big Ben. O foguete é formado por:

  • Um estágio central movido a hidrogênio e oxigênio líquidos
  • Quatro motores RS-25, os mesmos utilizados nos antigos ônibus espaciais
  • Dois propulsores laterais de combustível sólido, responsáveis pela maior parte do empuxo inicial
Foguete SLS/Divulgação Nasa
Foguete SLS/Divulgação Nasa

Segundo a Nasa, o SLS é o único foguete capaz de transportar astronautas, carga e a cápsula Orion diretamente até a Lua em um único lançamento, embora esse tipo de missão tenha um custo elevado.

Quanto custa a missão Artemis 2

De acordo com a Planetary Society, o custo do SLS desde o início do desenvolvimento até o primeiro voo é estimado em cerca de US$ 23,8 bilhões. A cápsula Orion, por sua vez, já consumiu aproximadamente US$ 20,4 bilhões.

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Uma auditoria do Escritório do Inspetor-Geral da Nasa estimou que o programa Artemis como um todo — incluindo o desenvolvimento do SLS, da Orion e da infraestrutura de lançamento — alcançou US$ 93 bilhões até 2025.

A viagem pode ser adiada?

A data de lançamento já sofreu um adiamento de dois dias, o que faz com que a decolagem mais cedo possível seja em 8 de fevereiro.

O atraso ocorreu devido a uma forte onda de frio na Flórida, que postergou o ensaio geral. Esse teste, realizado quatro dias antes do lançamento, simula a contagem regressiva para identificar eventuais falhas ou imprevistos.

A Nasa adota critérios meteorológicos rigorosos, levando em conta temperatura, ventos, precipitação, raios, cobertura de nuvens e outros fatores determinantes para a segurança do voo.

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O ensaio geral com combustível líquido começou ontem (2) e deve durar dois dias.

Caso o lançamento de 8 de fevereiro seja novamente adiado, a missão poderá ocorrer nas seguintes datas:

  • 10 e 11 de fevereiro
  • 6, 7, 8, 9 e 11 de março
  • 1, 3, 4, 5, 6 e 30 de abril

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Jornalista com pós-graduação em Literatura, Artes e Filosofia. Atua como repórter nos portais de notícias Money Times e Seu Dinheiro, onde também já trabalhou como Analista de SEO.
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