Tecnologia

Mobilização de internautas provoca expulsão de universidade indiana de evento global sobre inteligência artificial

20 fev 2026, 12:30 - atualizado em 20 fev 2026, 12:30
O India AI Impact Summit 2026 conta com a presença de CEOs de big techs e grandes figuras políticas de todo mundo / Imagem: Divulgação Unitree

Uma universidade particular da Índia foi expulsa de uma importante reunião de cúpula sobre inteligência artificial nesta semana. A retirada aconteceu depois que um funcionário da Universidade Galgotias exibiu um cachorro robô alegando se tratar de uma inovação da própria instituição.

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Contudo, internautas identificaram que o robô na verdade era uma réplica do “Unitree Go2”, modelo fabricado e vendido comercialmente por uma empresa da China, a Unitree Robotics.

O quadrúpede robótico foi desenvolvido originalmente tanto para ser um companheiro no cotidiano quanto para funcionar como uma plataforma móvel para explorar IA.

A Universidade Galgotias foi obrigada a desmontar seu estande no evento um dia após a professora de comunicação Neha Singh afirmar à emissora local, DD News, que o cachorro robô tinha sido desenvolvido pelo Centro de Excelência da instituição.

O “India AI Impact Summit 2026” conta com a presença de executivos da tecnologia, como o CEO da Google e o da OpenAI, e com figuras políticas como os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, do Brasil, e Emmanuel Macron, da França. A cúpula, que tem o objetivo de discutir os rumos da tecnologia, está sendo organizada pelo próprio governo indiano e ocorre em Nova Délhi.

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Governo indiano constrangido, faculdade consternada

O incidente representa um constrangimento para a Índia, admitiram funcionários do governo à agência de notícias Associated Press.

Já a professora disse a jornalistas que nunca afirmou explicitamente que o robô era uma criação da universidade, mas que apenas fazia parte da exposição.

A faculdade, por sua vez, primeiro afirmou estar “profundamente consternada” com a situação e qualificou o episódio como uma campanha de propaganda negativa.

No dia seguinte, porém, a instituição pediu desculpas pela divulgação, alegou que a professora estava “mal-informada” e disse que ela não estava autorizada a falar com a imprensa.

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“Ela não tinha conhecimento sobre a origem técnica do produto e, em seu entusiasmo por estar diante das câmeras, forneceu informações factualmente incorretas”, diz a nota.

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Jornalista em formação pela Faculdade Cásper Líbero. Atualmente, estagia como redatora de notícias no Money Times e no Seu Dinheiro. Antes, trabalhou no site da Empiricus, onde cobriu empresas e investimentos.
Jornalista em formação pela Faculdade Cásper Líbero. Atualmente, estagia como redatora de notícias no Money Times e no Seu Dinheiro. Antes, trabalhou no site da Empiricus, onde cobriu empresas e investimentos.

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