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Moody’s eleva rating da Petrobras e vê perspectiva positiva

Gustavo Kahil
10/04/2017 - 17:08

Pedro Parente

A agência e classificação de risco Moody’s elevou a nota e classificação de crédito da Petrobras de B2 para B1.

Leia também: Moody’s altera perspectiva do rating do Brasil de negativa para estável

Além disso, a perspectiva do rating passou de estável para positiva. Isso significa que o próximo movimento provavelmente será de melhora. No nível atual, a estatal ainda está a quatro degraus do grau de investimento.

Segundo o comunicado assinado pela analista Nymia C. Almeida, a revisão levou em consideração o menor risco de liquidez e a perspectiva de redução do endividamento.

“O ambiente regulatório também melhorou no Brasil, apoiando um melhor retorno do investimento no longo prazo. A Moody’s reconhece que a administração da Petrobras demonstrou compromisso com seus objetivos financeiros e operacionais, como demonstrado nas recentes transações de refinanciamento da dívida, uso disciplinado de caixa, aumento da produção de petróleo bruto e redução de custos”, avalia a Moody’s.

Riscos

A Moody’s diz que a Petrobras mostrou compromisso com suas metas financeiras e operacionais, como mostrada nas recentes operações de refinanciamento de dívida, no uso disciplinado de dinheiro, no aumento da produção de petróleo e na queda nos custos. Por outro lado, a Moody’s diz que, mesmo com as melhoras, o risco de liquidez continua a ser uma preocupação.

Entre os riscos, a agência cita o risco de execução do plano de negócios para 2017-2021 e atrasos potenciais na execução completa de seu plano de venda de ativos. Por outro lado, como fatores positivos a Moody’s cita acordos com investidores individuais que mantinham disputas legais ligadas à investigação da Operação Lava Jato, bem como certa redução nas incertezas com acordos adicionais e o pagamento de multas, entre eles um acordo nos EUA.

O rating é apoiado pela base de reserva sólida da companhia e por seu domínio na indústria petrolífera brasileira, bem como por sua importância para a economia do Brasil. Ainda assim, a agência diz que a posição fiscal atual do governo brasileiro reduz a capacidade dele de apoiar a Petrobras de maneira suficiente para impedir um eventual default.

A agência diz que uma elevação no rating poderia ser considerada se a companhia levantar dinheiro suficiente por meio da venda de ativos ou de novos arranjos de dívida para reduzir a dívida e o refinanciamento de dívidas por vencer, além de fortalecer de maneira significativa sua perfil de liquidez enquanto também melhora seu desempenho operacional e financeiro.

Por outro lado, caso ocorra uma deterioração no desempenho operacional ou aconteçam fatores externos que elevem o risco de liquidez ou a alavancagem da dívida dos níveis atuais poderia haver corte no rating. Outros motivos para isso seriam novidades negativas nas investigações de corrupção ou nos processos contra a empresa, que poderiam piorar significativamente seu perfil de liquidez ou financeiro, diz a agência.

(Com Agência Estado)

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Última atualização por - 05/11/2017 - 14:05

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