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Motiva (MOTV3) lucra 67% mais no 2T26 com novas concessões

29 jul 2026, 18:42
Motiva metrô
(Imagem: divulgação/Motiva)

A Motiva (MOTV3), antiga CCR, reportou um segundo trimestre de 2026 marcado pela contribuição das novas concessões rodoviárias, com crescimento de dois dígitos na receita, no Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) e no lucro líquido ajustado.

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Entre abril e junho, a companhia registrou receita líquida ajustada de R$ 3,63 bilhões, alta de 20,8% em relação ao mesmo período do ano passado. O EBITDA ajustado somou R$ 2,37 bilhões, avanço de 30,1%, enquanto o lucro líquido ajustado alcançou R$ 663 milhões, crescimento de 67%. A margem EBITDA ajustada passou de 60,6% para 65,3%.

Segundo a empresa, os resultados refletem principalmente o início da operação da concessão Minas_SP (Fernão Dias), a maturação das concessões Paraná, Pantanal e Sorocabana, além dos reajustes tarifários e da otimização do portfólio. As novas concessões contribuíram com R$ 370 milhões para o EBITDA do trimestre.

Nas rodovias, a receita líquida sem construção cresceu 26,9%, para R$ 2,54 bilhões, enquanto o EBITDA ajustado avançou 29,5%, para R$ 2,0 bilhões. A margem EBITDA subiu para 78,7%.

O tráfego comparável aumentou 3,8% no trimestre, impulsionado principalmente pelo desempenho da RioSP, pelo início da operação da Minas_SP e pela evolução das concessões Sorocabana e Paraná. No consolidado, considerando todos os ativos, o volume de veículos equivalentes cresceu 43,6%, refletindo a incorporação das novas concessões.

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A receita de pedágio avançou 26,7%, beneficiada pelo aumento do tráfego, reajustes tarifários, novos pórticos de pedágio eletrônico (free flow) na RioSP e pela entrada em operação da Minas_SP.

Na divisão de trilhos, a companhia transportou 192,3 milhões de passageiros no trimestre, alta de 1,8% em relação ao 2T25. A receita líquida sem construção cresceu 9,4%, para R$ 1,1 bilhão, enquanto o EBITDA ajustado avançou 19,6%, para R$ 696 milhões, elevando a margem EBITDA de 58,1% para 63,5%. O desempenho foi favorecido pelo aumento do fluxo de passageiros nas linhas paulistas e pelos reajustes tarifários.

O resultado financeiro líquido ficou negativo em R$ 803 milhões, piora de 11,1% na comparação anual, refletindo principalmente maiores despesas com juros e variações monetárias, parcialmente compensadas pelo aumento dos rendimentos sobre aplicações financeiras.

A alavancagem, medida pela relação dívida líquida/EBITDA ajustado dos últimos 12 meses, passou de 3,6 vezes para 3,7 vezes. Segundo a companhia, o aumento decorre do maior endividamento para aquisição de novos ativos, cuja contribuição para o EBITDA ainda não foi integralmente capturada. O Capex somou R$ 1,83 bilhão no trimestre, alta de 13,2%, concentrado principalmente nas concessões RioSP, Pantanal, ViaSul e Paraná.

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