Comprar ou vender?

Motiva (MOTV3) recua mais de 1% após balanço considerado positivo; ainda vale comprar a ação?

10 fev 2026, 15:38 - atualizado em 10 fev 2026, 15:38
Rodovia Dutra - Divulgação CCR
Rodovia Dutra - Divulgação CCR

As ações da Motiva (MOTV3), antiga CCR, recuavam 1,40%, negociadas a R$ 16,94, após o resultado do balanço do quarto trimestre de 2025, por volta das 15h04. O balanço, no entanto, foi considerado positivo pelos analistas, com a melhora nos investimentos e na simplificação da operação da empresa. 

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A Motiva reportou lucro líquido ajustado de R$ 606 milhões no quarto trimestre de 2025, alta de 68,3% sobre o desempenho de um ano antes. O resultado veio apoiado em melhoria de portfólio de concessões, que incluíram fim de operação de barcas no Rio de Janeiro e repactuação de contratos de concessionárias em São Paulo e no Mato Grosso do Sul.

Com o resultado do quarto trimestre, os analistas mantiveram a recomendação de compra para MOTV3.  

Forte performance operacional 

O Bradesco BBI considerou o balanço da Motiva como neutro, visto que os números estavam alinhados às estimativas da instituição e à continuidade dos pilares que sustentam a tese: forte performance operacional, portfólio em processo de otimização e avanço gradual na execução das despesas de capital planejado.  

“Embora o capex (investimentos) projetado para 2026 tenha vindo acima das expectativas, interpretamos esse movimento como reflexo da tendência da companhia de se aproximar cada vez mais da execução integral dos planos, como já observado em 2025”, avaliaram os analistas André Ferreira e J. Ricardo Rosalen.  

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Segundo os analistas, a Motiva segue avançando em temas estratégicos — como reequilíbrios contratuais, novos projetos e melhoria operacional nas concessões recém-recebidas — o que reforça a visão construtiva sobre os resultados futuros.  

O Bradesco BBI manteve o preço-alvo de R$ 21 para o fim de 2026, com potencial de ganho de 22,24%. 

Desempenho sólido entre segmento operacionais 

XP Investimentos destacou o sólido desempenho do lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebidta) entre os segmentos operacionais em rodovias. 

Na avaliação da corretora, o resultado foi impulsionado por menores despesas principalmente relacionadas ao término de ViaOeste e Barcas, além de reversões de provisões em mobilidade urbana.  

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Simplificação da empresa 

BTG Pactual considerou que o quarto trimestre da Motiva simboliza uma transformação, com foco nos negócios centrais de rodovias e mobilidade urbana e separação do segmento de aeroportos.

“Paralelamente a esse realinhamento de portfólio, a empresa segue firmemente comprometida com a execução de sua agenda de eficiência, com ênfase contínua na otimização de custos”, afirmaram os analistas do BTG Lucas Marquiori, Fernanda Recchia e Samuel Alkmim. 

Para os analistas, o resultado do quarto trimestre da Motiva reforçou a simplificação da empresa. 

O banco manteve o preço-alvo de R$ 17 para a ação.  

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
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