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Motiva (MOTV3) vê consolidação no setor e saída de “novos entrantes” abrindo oportunidades

08 abr 2026, 13:14 - atualizado em 08 abr 2026, 13:22
MOTIVA INFRAESTRUTURA DE MOBILIDADE S.A. Fato Relevante - - 08/01/2026 08/01/2026 20:44 Ativo 1 AP Assunto(s): Aprovação do acordo de investimento entre a EcoRodovias e a Motiva para operação de plataforma digital
Modelo Free flow do Contorno Sul da Rodovia dos Tamoios, no estado de São Paulo. — Foto: Divulgação/ Tamoios

A Motiva (MOTV3) — antiga CCR — vê um movimento de consolidação no setor de infraestrutura nos próximos anos, com a possível saída de novos entrantes que chegaram recentemente às concessões, ao mesmo tempo em que avança em um plano de investimentos de cerca de R$ 65 bilhões.

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“Devem surgir oportunidades no mercado secundário. Há operadores que entraram agora e podem não permanecer no longo prazo”, afirmou o CEO Miguel Setas, durante o 12th Annual Brazil Investment Forum, do Bradesco BBI, nesta quarta-feira (8).

Segundo o executivo, a companhia pretende atuar de forma ativa nesse processo. “Queremos estar do lado da consolidação”, disse.

A Motiva passou, recentemente, por um amplo processo de reestruturação interna, que incluiu a reorganização de ativos problemáticos e a simplificação do portfólio. E isso abriu (e deve continuar abrindo) espaço no seu balanço para essas oportunidades.

“A companhia está sendo transformada em todas as frentes. É uma transformação integral, desde a estratégia até a operação”, afirmou.

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A reestruturação da Movida

No início do processo, a empresa lidava com ativos que pressionavam fortemente os resultados. “Tínhamos ativos que consumiam cerca de R$ 500 milhões por ano. Era um nível de perda que precisava ser endereçado”, disse.

Entre os exemplos, Setas citou operações como Barcas, no Rio de Janeiro, e a MSVia, no Mato Grosso do Sul. “Eram ativos com forte queima de caixa, que foram resolvidos ao longo dos últimos semestres”, afirmou.

A companhia também promoveu uma simplificação relevante do portfólio, reduzindo o número de ativos de 38 para 18 após a venda de aeroportos, que representavam cerca de 10% do Ebitda.

“Essa simplificação foi fundamental. O mercado viu isso de forma muito positiva, porque reduz complexidade e melhora o foco na geração de valor”, disse.

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Segundo o executivo, a operação também contribui para a desalavancagem da holding, que, contudo, ainda possui mais de R$ 6 bilhões em dívida. “Naturalmente, queremos otimizar essa estrutura de capital”, afirmou.

Com a casa reorganizada, Setas defende que a Motiva passará a focar em crescimento rentável, com novas concessões consideradas estratégicas.

Investimentos após a reorganização

O plano de investimentos, agora, mais que dobrou e hoje soma cerca de R$ 65 bilhões, concentrado principalmente em rodovias e trilhos. “Quando chegamos, falávamos em algo próximo de R$ 20 bilhões a R$ 30 bilhões. Hoje estamos falando em R$ 65 bilhões de capex. É um salto muito relevante”, afirmou o CEO.

Outro plano da Movida para reduzir sua alavancagem nos próximos anos é a implementação de uma agenda robusta de eficiência. A meta é reduzir o Opex caixa sobre receita líquida de cerca de 42% para 28% até 2035.

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“Partimos de um nível de 42%, já estamos abaixo de 38% e temos um caminho claro para chegar a 28%. Isso passa por disciplina operacional e ganho de eficiência”, disse.

Outro pilar da transformação, por fim, é a tecnologia. A Motiva prevê investir cerca de R$ 1 bilhão até 2035, com foco em inteligência artificial, automação, internet das coisas, novos materiais, transição energética e análise de dados.

“Temos seis frentes tecnológicas prioritárias, incluindo GenAI, automação, sensorização e analytics. Queremos dar um salto qualitativo relevante na operação”, afirmou.

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Editor
Jornalista formado pela Unesp, tem passagens pelo InfoMoney, CNN Brasil e Veja. Pautas para vitor.azevedo@moneytimes.com.br
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