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Moura Dubeux (MDNE3): Ações recuam 6% após balanço do 4T25; o que dizem os analistas?

12 mar 2026, 14:27 - atualizado em 12 mar 2026, 14:29
Moura Dubeux resultados 4T23 construtora incorporadora
Moura Dubeux (MDNE3): Ações recuam 6% após balanço do 4T25; o que dizem os analistas? (Foto: Flávya Pereira/Money Times)

As ações da construtora e incorporadora Moura Dubeux (MDNE3) reagem negativamente ao balanço do quarto trimestre de 2025 (4T25), divulgado na noite de quarta-feira (11). Apesar disso, entre analistas, a leitura é de que os números vieram sólidos.

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Por volta das 13h30 (horário de Brasília), os papéis da companhia recuavam 6,4% na bolsa de valores (B3), negociados a R$ 30,63Acompanhe a cotação em tempo real.



Na visão do analista Caio de Araujo, da Empiricus Research, os resultados, de forma geral, confirmam o bom momento operacional da Moura Dubeux, sustentado pelo modelo de condomínio e pela recente entrada em projetos enquadrados no Minha Casa, Minha Vida (MCMV).

Entre outubro e dezembro passados, a companhia reportou lucro líquido de R$ 112 milhões, avanço de 149% em relação ao mesmo período de 2024. Já no acumulado de 2025, o montante chegou a R$ 420 milhões, crescimento de 67,4%.

A receita líquida, por sua vez, atingiu R$ 704 milhões no 4T25, alta anual de 91,6%, impulsionada, segundo Araújo, principalmente pelo modelo de condomínio.

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A margem bruta ajustada foi de 33,7%, patamar dentro da faixa histórica da empresa, embora 9,3 pontos percentuais abaixo do trimestre anterior — recuo explicado pelo formato de aquisição do terreno dos projetos reconhecidos no período.

Já o Ebitda ajustado alcançou R$ 138 milhões, crescimento de 159% na comparação anual, com margem de 19,6%, refletindo, de acordo com o analista, a expansão da receita e a diluição das despesas operacionais.

Desempenho operacional

No campo operacional, a companhia lançou três projetos no 4T25, totalizando R$ 988 milhões em valor geral de vendas (VGV) líquido —, mais que o dobro do volume registrado no mesmo período de 2024.

No acumulado do ano, os lançamentos atingiram cerca de R$ 4,6 bilhões, crescimento de 80,7%.

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As vendas e adesões líquidas, por sua vez, somaram R$ 698 milhões entre outubro e dezembro, avanço de 34,1% na comparação anual.

“No acumulado de 2025, as vendas líquidas atingiram R$ 3,5 bilhões, aceleração de 47%, enquanto o VSO em 12 meses permaneceu elevado, em 51,7%, indicando boa liquidez do portfólio”, afirmou Araujo.

Segundo ele, as ações MDNE3 permanecem entre as recomendações da Empiricus e negociam atualmente a aproximadamente 5,5 vezes os lucros projetados para 2026.

O que diz o Safra

Na mesma linha, o Banco Safra avaliou que a Moura Dubeux apresentou resultados trimestrais sólidos. A receita da companhia ficou 4% acima da estimativa do banco, enquanto o lucro líquido superou as expectativas em 5%.

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Segundo a casa, o principal motor do desempenho foi o aumento das taxas de desenvolvimento de terrenos na divisão de condomínios, que fizeram com que a receita dessa área subisse 244% em um ano, chegando a R$ 482 milhões.

Outro destaque, de acordo com a instituição, foi o ROE (retorno sobre o patrimônio) anualizado de 29,5%, avanço de 6,6 pontos percentuais.

A incorporadora registrou consumo de caixa de R$ 28 milhões no 4T25, enquanto a alavancagem (dívida líquida sobre patrimônio) encerrou dezembro em 21,4%.

“No geral, mantemos nossa confiança no desempenho futuro da Moura, destacando seu pipeline de lançamentos diversificado, focado em segmentos mais defensivos, enquanto a empresa mantém os menores níveis de estoque entre seus pares listados, com cerca de 12 meses de vendas”, afirmou o Safra.

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O banco também possui recomendação de compra para as ações da construtora, destacando que os papéis negociam a um múltiplo P/L de 5,6 vezes para 2026.

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Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.

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