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Moura Dubeux (MDNE3) anuncia oferta de cerca de 9,7 mi de ações

15 jan 2026, 6:30 - atualizado em 15 jan 2026, 6:30
Moura Dubeux resultados 4T23 construtora incorporadora
(Foto: Flávya Pereira/Money Times)

A incorporadora Moura Dubeux (MDNE3) anunciou lançamento de oferta pública primária de quase 9,7 milhões de ações ordinárias, conforme ata de reunião do seu conselho divulgada na noite desta quarta-feira (14).

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De acordo com o documento, a oferta pode ser acrescida em até 100% do total de ações inicialmente ofertado.

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A empresa informou que a oferta é destinada exclusivamente a investidores profissionais e que vai dar aos seus acionistas prioridade para a subscrição de até a totalidade das ações.

O preço por ação ainda deve ser definido pelo conselho, após a conclusão da coleta de intenções de investimento.

Queda na bolsa

A Moura Dubeux já havia indicado a intenção de fazer esta oferta de ações na terça-feira à noite, ao mesmo tempo que anunciava um volume recorde anual de vendas em 2025.

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Nesta quarta-feira, as ações da companhia caíram 3,98% na B3, em movimento causado pela intenção da empresa na operação de oferta de ações, que teria um tamanho inicial de R$ 250 milhões, mas que poderia chegar a R$ 500 milhões.

Na avaliação do Safra, a operação tende a gerar cautela no curto prazo, o que ajuda a explicar o recuo na bolsa, especialmente por envolver uma diluição relevante em um momento em que o papel da incorporadora negocia a múltiplos comprimidos, em torno de 4,5 vezes o lucro.

Segundo os cálculos do banco, considerando o último preço de fechamento da ação, de R$ 25,90, a emissão no cenário base envolveria cerca de 9,7 milhões de novos papéis, o que representaria uma diluição de aproximadamente 10,2%. No caso de aumento total da oferta, esse percentual subiria para 18,6%.

Vale ressaltar, porém, que os acionistas controladores sinalizaram intenção de participar da operação com até R$ 90 milhões, o equivalente a cerca de 36% da oferta base.

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Destinação dos recursos

De acordo com o Safra, a expectativa é que os recursos captados sejam direcionados principalmente para apoiar e acelerar o crescimento da marca Única, divisão da incorporadora voltada ao segmento de baixa renda.

Em outubro de 2025, a Moura Dubeux já havia demonstrado o objetivo de avançar no nicho de moradias populares ao anunciar uma joint venture com a Direcional (DIRR3). A oferta, portanto, poderia financiar os projetos da parceria.

Na visão do banco, a captação também pode servir para dar suporte ao pagamento antecipado de dividendos já anunciados, que somam cerca de R$ 352 milhões, com R$ 50 milhões distribuídos trimestralmente até 2027, além de reforçar o caixa para fins corporativos gerais, aumentando a flexibilidade financeira.

Os detalhes da alocação, no entanto, ainda não foram formalmente definidos pela empresa e devem ser divulgados após o lançamento oficial da oferta.

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Pontos positivos

Embora a emissão possa gerar uma diluição de até 19% para os atuais acionistas, o Safra vê a iniciativa como positiva do ponto de vista estratégico, já que, após os dividendos anunciados, o patrimônio líquido da companhia deve encerrar 2025 em cerca de R$ 1,5 bilhão, nível considerado limitado diante da escala atual do negócio.

“Nesse contexto, a emissão poderia sustentar um novo ciclo de crescimento, com os lançamentos se estabilizando em aproximadamente R$ 5 bilhões, ante os atuais cerca de R$ 4 bilhões”, diz a instituição.

A casa ainda projeta que, em um cenário em que os controladores não participem da oferta, o free float poderia subir de 64,1% para 67,4%, o que tende a melhorar a liquidez dos papéis no mercado.

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