Moura Dubeux (MDNE3) rebate acusações em disputa por terreno no Recife; entenda
A Moura Dubeux (MDNE3) rebateu, em comunicado divulgado ao mercado, notícias que classificou como “inverídicas e caluniosas” envolvendo uma potencial transação imobiliária na cidade de Recife (PE).
No documento, a companhia afirmou que foi alvo de conteúdos divulgados por terceiros “interessados em prejudicar” sua atuação em negociações relacionadas a um conjunto de imóveis conhecido como “Cassino Americano”.
Segundo a empresa, os ativos fazem parte de um antigo complexo imobiliário e estão atualmente sob disputa na justiça, tanto em processo de inventário quanto no âmbito da recuperação judicial do Grupo João Santos, um dos grandes produtores de cimento do Nordeste.
A construtora destacou que não comenta processos em andamento de aquisição de imóveis, prática que diz fazer parte de sua política corporativa, mas afirmou que decidiu se manifestar diante da repercussão do caso.
No comunicado, a Moura Dubeux reforçou que todas as medidas adotadas no contexto da negociação ocorreram “no exercício regular de direitos legalmente assegurados”, em linha com a legislação e as boas práticas comerciais.
A empresa também negou qualquer tipo de interferência indevida em processos judiciais relacionados ao “Cassino Americano”.
Entenda o imbróglio
Reportagens divulgadas na imprensa apontaram que, após uma concorrência privada, os herdeiros do Grupo João Santos teriam decidido vender a área para a construtora Rio Ave por cerca de R$ 500 milhões.
Segundo essas publicações, a Moura Dubeux teria participado da disputa com uma proposta superior, mas acabou preterida pelos inventariantes, que teriam alegado não desejar manter relação comercial com a companhia.
Ainda de acordo com as matérias, a incorporadora não teria desistido do negócio e teria realizado movimentos que foram interpretados como uma possível interferência no processo conduzido pelos herdeiros.
Isso porque os inventariantes do Grupo João Santos estariam divididos em seis núcleos familiares. Nesse contexto, a construtora teria adquirido participações de dois desses núcleos que não concordaram com a venda para a Rio Ave.
Os demais familiares, por sua vez, teriam afirmado que a operação seria irregular, sob o argumento de que os imóveis integram o inventário e que a Rio Ave teria vencido a concorrência para a aquisição da área.