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Moura Dubeux (MDNE3) sobe até 5% na bolsa nesta quarta-feira (28); o que impulsiona as ações?

28 jan 2026, 15:13 - atualizado em 28 jan 2026, 15:13
Moura Dubeux resultados 4T23 construtora incorporadora
Moura Dubeux (MDNE3) sobe até 5% na bolsa nesta quarta-feira (28); o que impulsiona as ações? (Foto: Flávya Pereira/Money Times)

Negociadas fora do Ibovespa, as ações da Moura Dubeux (MDNE3) tiveram forte alta na manhã desta quarta-feira (28), subindo quase 5% logo após a abertura do pregão. O papel saiu de R$ 26,50 e atingiu R$ 27,57 nas primeiras horas da sessão.

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Ao longo do dia, no entanto, o movimento perdeu fôlego e passou a reduzir os ganhos, com a ação sendo negociada a R$ 26,71 por volta das 14h30 (horário de Brasília), o que ainda representa uma valorização próxima de 1% em relação ao fechamento anterior. Acompanhe o tempo real.



O avanço ocorre após a companhia informar que estuda a implementação de uma reorganização societária, com foco na otimização da estrutura administrativa e no aprimoramento da gestão de suas marcas.

Segundo a construtora, o plano prevê a criação de uma “empresa-mãe”, chamada MDNE – Moura Dubeux Negócios de Excelência, que ficaria responsável pelas três unidades atualmente operadas pelo grupo:

  • Moura Dubeux, voltada a empreendimentos de alto padrão;
  • Mood, direcionada à classe média;
  • Ún1ca, focada no segmento de baixa renda.

O movimento, de acordo com a companhia, tem como objetivo fortalecer a governança corporativa, aumentar a eficiência operacional e dar mais clareza ao posicionamento de cada marca, mas sem alteração no controle societário.

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Para o analista Caio de Araújo, da Empiricus Research, a mudança tende a facilitar, em um primeiro momento, a mensuração de valor de cada unidade de negócios.

Segundo ele, o modelo estaria alinhado ao adotado por empresas como MRV&Co (MRVE3) e até Direcional (DIRR3) — esta última parceira da Moura Dubeux em uma joint venture (JV) voltada ao desenvolvimento de empreendimentos do Minha Casa, Minha Vida (MCMV), sob a marca Ún1ca.

No caso da MRV&Co, o grupo reúne diversas marcas voltadas a diferentes segmentos da indústria imobiliária, como MRV (econômico), Sensia (médio e alto padrão), Luggo (aluguel), Urba (loteamentos) e Resia (operação nos Estados Unidos).

Já o Grupo Direcional atua principalmente por meio da Direcional Engenharia, focada em habitação popular, e da Riva Incorporadora, voltada à classe média.

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Crescimento da Ún1ca

A Moura Dubeux está sob os holofotes desde a última semana, quando captou cerca de R$ 482,6 milhões ao emitir 19,3 milhões de novas ações ordinárias, já considerando o lote adicional, em uma oferta pública.

Inicialmente, a companhia pretendia levantar R$ 250 milhões, mas a operação previa a possibilidade de ampliação diante da forte demanda dos investidores – e teve, especialmente dos estrangeiros, que subscreveram 6,3 milhões de papéis, quase um terço do total.

Embora a construtora tenha informado que os recursos serão destinados ao capital social, reforçando a estrutura financeira, analistas avaliam que parte do montante pode ser utilizada para acelerar a expansão da marca Ún1ca, justamente em parceria com a Direcional, em meio ao bom momento do programa Minha Casa, Minha Vida.

Boom do MCMV

Para se ter uma ideia, entre 2023 e 2025, 2,1 milhões de unidades habitacionais foram contratadas por meio do MCMV, segundo dados divulgados pelo governo federal.

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O Sudeste lidera em número de contratos, com 870,5 mil unidades, seguido pelo Nordeste, principal região de atuação da Moura Dubeux, com 557,3 mil unidades.

Além disso, indicadores da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) mostram que o setor imobiliário atingiu um recorde histórico de lançamentos em 2025, antes mesmo do encerramento do ano, impulsionado diretamente pelo programa habitacional.

Até outubro do ano passado, o volume de imóveis lançados cresceu 34,6%, estimulado pelo avanço de 38,6% nas unidades ligadas ao Minha Casa, Minha Vida.

“Vamos pisar no acelerador”

Em entrevista concedida ao Money Times logo após o anúncio da joint venture, os CEOs de Moura Dubeux e Direcional já haviam sinalizado o plano para ocupar o espaço do MCMV no Nordeste.

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“A ideia é pisar no acelerador e ocupar a lacuna que existe no mercado nordestino. A área tem a segunda maior demanda do Brasil, mas está subofertada”, afirmaram à época. “A procura hoje é muito grande, e a capacidade de execução das duas empresas também.”

Você pode conferir a entrevista completa clicando aqui.

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Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
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