Movida (MOVI3) dispara 13% e é a maior alta da B3 após prévia operacional; hora de comprar a ação?
As ações da Movida (MOVI3) lideram os ganhos da B3 nesta quinta-feira (15) com disparada de mais de 13% após prévia operacional.
Por volta de 12h (horário de Brasília), MOVI3 subia 10,28%, a R$ 10,41. Na máxima intradia, os papéis da companhia, negociados fora do Ibovespa (IBOV), saltaram 13,77% (R$ 10,74).
Ontem (14), após o fechamento, a Movida reportou um lucro líquido de R$ 102 milhões no quarto trimestre de 2025 (4T25), uma alta de 65% na comparação com o mesmo período do ano passado e 24% superior ao guidance da companhia.
O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) ficou em R$ 1,5 bilhão no 4T25, crescimento de 20% na base anual. A receita líquida somou R$ 3,7 bilhões, alta de 13% ante igual período de 2024.
A alavancagem foi de 2,6x, atingindo o menor nível dos últimos 5 anos, de acordo com a prévia não auditada.
Surpresa positiva
O mercado já esperava uma reação positiva das ações com destaque para os números da receita e do Ebitda.
Para o BTG Pactual, os números da prévia surpreenderam positivamente, com o lucro líquido sendo o principal destaque.
“Os números superaram nossas expectativas e reforçaram a qualidade da capacidade de execução da Movida, em conjunto com sua estratégia de desalavancagem”, escreveram Fernanda Recchia, Lucas Marquiori, Marcel Zambello e Samuel Alckmin, em relatório.
“Os resultados destacam as iniciativas de eficiência operacional aliadas ao processo contínuo de desalavancagem”, acrescentaram.
A equipe ainda avaliou que a divulgação antecipada do 4T25 permite que a companhia e os investidores foquem integralmente na estratégia de 2026.
Na visão da Ágora Investimentos/Bradesco BBI, os números preliminares reforçam a tese de execução consistente da Movida, mesmo em um “ambiente desafiador” para o setor.
Os analistas André Ferreira e José Ricardo Rosalen destacaram que o lucro líquido superou o teto do guidance e das estimativas do banco, refletindo ganhos de eficiência e expansão de margem no aluguel, sustentados por ajustes tarifários e controle de custos.
“A estabilidade das margens no segmento de Seminovos, mesmo após cortes de IPI, indica disciplina na gestão de ativos e preservação de valor, enquanto o crescimento de clientes (+17% em base anual) sinaliza dinamismo comercial e fortalecimento da base RAC (Rent a Car)”, acrescentaram.
A dupla ainda avaliou que a redução da alavancagem reforça a solidez financeira da companhia, abrindo espaço para geração de valor em um cenário de juros em queda.
Hora de comprar MOVI3?
Os analistas da Ágora/Bradesco BBI veem MOVI3 negociando a múltiplos atrativos e com fundamentos operacionais “robustos” e reiteraram a recomendação de compra das ações.
Após os resultados melhores do que o esperado, o BTG Pactual espera uma “trajetória mais normalizada de depreciação — ainda que a ser monitorada de perto — juntamente com um pano de fundo macro mais construtivo, à medida que o Brasil entra em um ciclo de afrouxamento monetário neste ano”.
Confira as recomendações e preços-alvo de bancos e corrretoras que o Money Times tevce acesso:
| Banco/Corretora | Recomendação | Preço-alvo | Potencial de valorização* |
|---|---|---|---|
| Ágora Investimentos/Bradesco BBI | Compra | R$ 14,00 | 48,31% |
| BTG Pactual | Compra | R$ 12,00 | 27,12% |
| Safra | Neutro | R$ 11,30 | 19,70% |
| Santander | Compra | R$ 16,00 | 69,49% |
*potencial de valorização sobre o preço de fechamento anterior. MOVI3 encerrou as negociações do dia 14/01/2026 cotado a R$ 9,44