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Ações da MRV (MRVE3) têm dia de montanha-russa após prévia do 4T25; o que dizem os analistas?

14 jan 2026, 11:46 - atualizado em 14 jan 2026, 11:46
MRV
Ações da MRV (MRVE3) têm dia de montanha-russa após prévia do 4T25; o que dizem os analistas? (Imagem: Divulgação)

As ações da MRV&Co (MRVE3) vivem um dia de montanha-russa na bolsa nesta quarta-feira (14) após a divulgação da prévia operacional do quarto trimestre de 2025 (4T25).

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No início do pregão, os papéis chegaram a subir cerca de 4%, impulsionados pela reação inicial do mercado aos números divulgados.

No entanto, o movimento perdeu força ao longo da manhã e, por volta das 11h30 (horário de Brasília), as ações recuavam 1%, cotadas a R$ 7,97. Acompanhe o tempo real.



De acordo com a prévia operacional, os lançamentos do grupo totalizaram quase R$ 2,91 bilhões no 4T25, queda de 1% ano a ano e 8% abaixo das estimativas do BTG Pactual.

Já as vendas líquidas somaram R$ 2,79 bilhões, recuo de 3% frente ao mesmo período de 2024 e 2% inferior ao esperado pelo banco, distribuídas da seguinte forma:

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  • R$ 2,62 bilhões no segmento de baixa renda (MCMV);
  • R$ 139 milhões sob a marca Sensia (média renda);
  • R$ 33 milhões na divisão Urba (loteamentos).

Como consequência, a velocidade de vendas (VSO) ficou em 23% entre outubro e dezembro, estável em relação ao 4T24.

Números sólidos

Em relatório, a equipe do BTG avaliou os números como “sólidos”, embora ligeiramente abaixo das projeções. Eles veem que o documento trouxe “mais aspectos positivos do que negativos”.

“Os resultados operacionais foram sólidos e a geração de caixa no Brasil foi positiva e acima de nossa estimativa, o que consideramos ser a principal preocupação dos investidores”, afirmou o banco, que mantém recomendação de compra para as ações da construtora. O preço-alvo é de R$ 12, o que representa potencial de valorização de 40%.

Melhora no fluxo de caixa

Segundo o relatório, o que chamou a atenção foi a melhora no fluxo de caixa. Após registrar consumo de caixa nos últimos três trimestres, a MRV reportou, no 4T25, uma geração de caixa de R$ 145 milhões nas operações brasileiras, acima das estimativas e dividida da seguinte forma:

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  • Geração de R$ 175 milhões no segmento de baixa renda;
  • Consumo de R$ 18 milhões na marca Luggo (aluguel residencial);
  • Consumo de R$ 12 milhões na Urba;

“O fluxo de caixa do 4T25 ficou acima da nossa projeção. Esperávamos uma geração positiva de R$ 100 milhões, impulsionado por transferências mais fortes de clientes para bancos, melhoria nas margens e alguma normalização dos programas regionais”, afirmou o BTG.

Operação nos Estados Unidos

Por outro lado, a Resia, subsidiária da MRV nos Estados Unidos, reportou um consumo de caixa de aproximadamente US$ 27 milhões (equivalente a R$ 145 milhões) no quarto trimestre.

O resultado, segundo o banco, refletiu a soma da estrutura de despesas da companhia, de US$ 4 milhões no período, do endividamento, com US$ 12 milhões em gastos financeiros, além dos investimentos para conclusão de projetos em andamento (também de US$ 12 milhões).

A Resia também não conseguiu vender nenhum empreendimento entre outubro e dezembro de 2025, mas reforçou seu plano de desinvestimento de US$ 800 milhões até o final deste ano.

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Visão do BBI

Bradesco BBI também avaliou o resultado em geral como “positivo” e manteve a recomendação de compra para MRVE3, destacando que as ações negociam a 0,85 vez o múltiplo P/VP (preço sobre valor patrimonial).

De acordo com a casa, o perfil de fluxo de caixa da MRV Incorporação mostrou melhorias sólidas, superando a geração de caixa a partir da venda de contas a receber, o que é um indicador positivo para desalavancagem.

No lado de lançamentos e vendas, porém, o banco reconheceu que o desempenho foi fraco, mas não preocupante.

“Em 2026, a melhoria das margens brutas, a menor dependência das vendas de contas a receber e os desinvestimentos de Resia devem ser catalisadores importantes à medida que a empresa ganha mais credibilidade em relação à sua recuperação”, disse.

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Visão do Safra

O Safra, por sua vez, apontou que os resultados operacionais da MRV vieram “em linha com as expectativas”, destacando, também, o fluxo de caixa melhor do que o projetado.

“O grupo apresentou números sólidos que corresponderam às nossas estimativas em todos os aspectos. As vendas líquidas da empresa mantiveram o ritmo dos trimestres anteriores, resultando em um VSO de 23%.”

A instituição, no entanto, manteve a classificação neutra para as ações enquanto aguarda avanços mais relevantes na desalavancagem.

Segundo o banco, os papéis negociam a 6,8 vezes o P/L de 2026, o que implica prêmio de 11% em relação aos pares do setor, “que apresentam menos gargalos operacionais”.

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Visão do JPMorgan

Já o JPMorgan manteve a overweight (equivalente à compra) para MRVE3 e destacou, em relatório, que o 4T25 foi um período sólido, apesar de os lançamentos terem ficado 2% abaixo das estimativas internas.

A casa também observou que o valor das transferências não reconhecidas caiu para R$ 1,09 bilhão, ante R$ 1,8 bilhão no 3T25.

Além disso, apontou que o estoque a valor de mercado atingiu R$ 9,5 bilhões, alta anual de 3%, o que corresponde a aproximadamente 11 meses de vendas — estabilidade em relação ao trimestre anterior e levemente acima dos 10,5 meses registrados um ano antes.

No lado negativo, o JPMorgan ressaltou que, com exceção do segmento de baixa renda, as demais divisões da companhia consumiram caixa, embora tenha destacado a melhora nas tendências.

Confira as recomendações:

Banco Recomendação
BTG Pactual Compra
Bradesco BBI Compra
Safra Neutra
JPMorgan Overweight (Compra)

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Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
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