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MRV&Co (MRVE3): Ações caem mais de 7% após balanço do 4T25; o que dizem os analistas?

09 mar 2026, 13:59 - atualizado em 09 mar 2026, 14:05
Mrv mrve3
MRV&Co (MRVE3): Analistas destacam melhora no Brasil, mas pressão da Resia nos resultados; entenda (Foto: Reuters/Amanda Perobelli)

As ações da MRV&Co (MRVE3), conglomerado que reúne as marcas MRV, Resia, Urba e Luggo, reagem negativamente ao balanço do quarto trimestre de 2025 (4T25), divulgado nesta segunda-feira (9). Entre analistas, a leitura é de que os números vieram mistos.

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Por volta das 13h30 (horário de Brasília), os papéis da companhia recuavam 6,8% na bolsa de valores (B3), negociados a R$ 8,66, após chegarem a cair mais de 7% no início do pregão. Acompanhe a cotação em tempo real.



O peso da Resia

Segundo o Banco Safra, os números evidenciaram duas realidades distintas na companhia: por um lado, a trajetória de recuperação nas operações principais foi mantida, com maior participação das vendas recentes na receita e uma margem bruta ajustada de 34,6%, alta de 30 pontos-base frente ao trimestre anterior.

Por outro, a Resia, subsidiária do grupo que atua nos Estados Unidos (EUA), seguiu impactando negativamente o balanço consolidado, com prejuízo líquido de US$ 24,7 milhões no 4T25, desempenho pior do que o esperado pela casa.

“A unidade norte-americana continuou a impactar, o que compensou a performance das operações principais, que registraram um ganho de margem bruta e melhores números de lucros”, afirmou o Safra, destacando, porém, que a empresa reduziu pela metade as despesas gerais e administrativas da Resia já no 1T26, o que poderá mitigar o peso da divisão no resultado consolidado nos próximos meses.

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O banco mantém recomendação neutra para MRVE3 e diz aguardar um progresso mais consistente na desalavancagem da companhia.

O que diz a Empiricus

Na mesma linha, o analista Caio de Araujo, da Empiricus Research, afirmou que a operação do grupo no Brasil segue em trajetória de recuperação, com ganho gradual de margem.

Segundo o especialista, a empresa tem capturado o cenário resiliente do segmento de baixa renda, principalmente devido ao programa habitacional Minha Casa, Minha Vida (MCMV).

De fato, a MRV Incorporação, principal divisão de negócios da companhia, registrou lucro líquido de R$ 268 milhões no 4T25, uma alta de 243% frente aos R$ 48 milhões reportados um ano antes.

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No acumulado de 2025, a unidade apurou um lucro líquido de R$ 611 milhões, revertendo o prejuízo de R$ 132 milhões em 2023 e superando o saldo positivo de R$ 274 milhões observado em 2024.

Apesar disso, Araujo apontou que alguns fatores não recorrentes, aliados ao resultado negativo da Resia, ainda pressionam os números gerais do conglomerado.

“Os resultados vieram um pouco abaixo das estimativas de mercado em algumas linhas. Com relação à queda das ações, eu adicionaria que o componente macro também gera um efeito adverso para o papel hoje [9]”, afirmou.

O que diz a Ativa

A Ativa Investimentos, por sua vez, destacou que a MRV&Co atingiu, em 2025, metade do guidance proposto, falhando no lucro líquido e na geração de caixa.

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No mesmo raciocínio, a casa também apontou que o balanço foi impactado pelas operações norte-americanas e pelo descompasso entre produção e repasse.

“Apesar de um resultado ainda poluído pela Resia e o gap entre produção e repasse, o grupo reportou um resultado neutro, com receita líquida de R$ 3 bilhões no ano passado, contra R$ 2,8 bilhões estimado”, escreveu o analista Lucas Dias, em relatório.

Segundo ele, o crescimento da receita foi impulsionado por um ticket médio marginalmente maior e pelo aumento dos lançamentos.

“Adicionalmente, a Resia vem em um processo gradual de melhora, mas segue pressionando o consolidado”, disse Dias, relembrando, porém, que a MRV&Co tem trabalhado em seu plano de desinvestimento nos Estados Unidos que deve somar US$ 800 milhões até 2026, com US$ 167 milhões já realizados.

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A Ativa Investimentos mantém recomendação neutra para as ações MRVE3.

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Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
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