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MRV (MRVE3) cai 6% após prévia do 1T25; analistas citam geração de caixa mais fraca no Brasil

07 abr 2026, 12:30 - atualizado em 07 abr 2026, 12:31
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mrv (Imagem: Divulgação)

As ações da MRV&Co (MRVE3) recuavam 6,2% nesta terça-feira (7), a R$7,45, após a divulgação da prévia operacional do primeiro trimestre, com analistas destacando uma leitura mista dos números, marcada por geração de caixa mais fraca no Brasil e contribuição relevante da venda de ativos nos Estados Unidos.

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Na avaliação do Bradesco BBI, divulgada antes da abertura do mercado, a transferência de clientes para a Caixa frustrou a expectativa de geração líquida levemente positiva no período, além de uma velocidade de vendas mais fraca que o esperado. Ainda assim, o banco destacou que a geração de caixa bruta permaneceu positiva.

A transferência de clientes para a Caixa ocorre quando compradores passam do pagamento direto à construtora para o financiamento bancário, momento em que o banco quita o saldo do imóvel e gera entrada de caixa para a MRV.

Por outro lado, a continuidade das vendas de ativos da Resia contribuiu para a geração de caixa consolidada, fator considerado relevante para o cumprimento de covenants e para a percepção de risco do balanço, disse o banco.

O Bradesco BBI manteve recomendação de compra para a ação e ressaltou que a MRV negocia atualmente a cerca de 0,7 vez o valor patrimonial, com expectativa de melhora gradual dos resultados ao longo dos próximos trimestres.

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Caixa pressionado por juros nos EUA

A Genial Investimentos também avaliou que o trimestre trouxe avanços consistentes, com crescimento das vendas no Brasil e melhora na geração de caixa. A casa pondera que o caixa ajustado ainda segue pressionado pelos juros elevados dos projetos nos Estados Unidos.

Para a Genial, as mudanças recentes no Minha Casa, Minha Vida, com ampliação das faixas de renda e dos tetos dos imóveis, devem impulsionar a demanda nos próximos trimestres. A companhia, segundo a casa, segue focada na desalavancagem do balanço e na redução dos riscos associados à operação americana.

Já o BTG Pactual classificou os números como mistos, com lançamentos e vendas sólidos, mas fluxo de caixa livre mais fraco no Brasil. O banco destacou que a operação brasileira registrou consumo de caixa no trimestre, impactado pela sazonalidade do período e pela concentração das vendas em março, o que reduziu a transferência de clientes para bancos.

Por outro lado, a Resia apresentou geração de caixa relevante, impulsionada pela venda de projetos e terrenos, além de avanços na pré-locação de empreendimentos, disse o banco.

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Ainda assim, o BTG ressalta que o foco dos investidores segue na geração de caixa livre, o que pode pressionar a leitura de curto prazo, apesar da recomendação de compra e do potencial de valorização com a normalização dos resultados.

O desempenho da MRV

A MRV&Co registrou geração de caixa de R$ 387 milhões no primeiro trimestre, impulsionada pela venda de ativos nos Estados Unidos e pelo desempenho da incorporação no Brasil.

A MRV Incorporação gerou R$ 96 milhões no período, revertendo consumo de caixa de um ano antes. Após ajustes – , entre eles a exclusão da cessão de carteira e a mudança de critério de pagamento da Caixa Econômica Federal, em que o depósito do valor das unidades repassadas só é feito após o registro em cartório -, houve consumo de R$ 24,2 milhões.

O valor represado na Conta Transitória da Caixa caiu R$ 46,6 milhões.

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A Resia, nos EUA, gerou US$ 67 milhões com venda de ativos, enquanto Urba e Luggo consumiram R$ 28,5 milhões e R$ 14,8 milhões, respectivamente.

As vendas líquidas da MRV Incorporação somaram R$ 2,47 bilhões, alta anual de 13,9%, com lançamentos de R$ 2,9 bilhões. Segundo o CFO Ricardo Paixão, a companhia reforçou lançamentos para aproveitar as mudanças no Minha Casa, Minha Vida, que devem elevar a capacidade de compra e sustentar a expansão das vendas.

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Editor
Jornalista formado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), com MBA em finanças. Colaborou com revista Veja, Estadão, entre outros.
Jornalista formado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), com MBA em finanças. Colaborou com revista Veja, Estadão, entre outros.
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