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Na curva a termo, mercado precifica 90% de chance de corte na Selic na próxima semana

28 jul 2026, 11:26 - atualizado em 28 jul 2026, 11:47
Juros selic Banco Central copom
(Imagem: Rmcarvalho/iStock)

A curva de juros futuros opera em queda em todos os vértices e reforça a precificação de um corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros, a Selic, na próxima quarta-feira (5), após novos dados de inflação.

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O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15) desacelerou no comparativo mensal. A prévia da inflação oficial do Brasil subiu 0,06% em julho, após ter avançado 0,41% em junho.

No acumulado dos 12 meses, a inflação desacelerou para 4,52% — ligeiramente acima do teto da meta perseguida pelo Banco Central (BC), de 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

Na avaliação de economistas, o dado mais benigno que as expectativas reforça a leitura de um corte na Selic, que hoje está em 14,25% ao ano, na próxima decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, em 5 de agosto.

O otimismo refletiu na curva a termo. Minutos após o IPCA-15, a taxa de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027, de curtíssimo prazo, caiu 5 pontos-base, a 13,845%, ante 13,900% do fechamento anterior. Já por volta de 11h (horário de Brasília), a taxa operava a 13,865%.

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No mesmo horário, a taxa de DI para janeiro de 2029, de médio prazo, encerrou as negociações em 14,180% ante 14,310% do fechamento anterior, após bater mínima intradia a 14,165% (-14 pontos-base ante o ajuste anterior).

A DI para janeiro de 2036, de longo prazo, recuou 7 pontos-base e operava a 14,580%, na mínima intradia ante 14,655% do fechamento de ontem (27).

Segundo o economista-chefe do Banco Bmg, Flávio Serrano, a curva a termo agora precifica 90% de chance de corte de 25 pontos-base pelo Copom próxima semana. A probabilidade de outra redução da Selic de mesma magnitude em setembro também aumentou para 40%.

A expectativa da Nomad é semelhante. “Essa devolução de prêmio de risco demonstra que os operadores passaram a precificar uma pressão menor sobre o Banco Central para a manutenção de uma política monetária extremamente restritiva, enxugando as exigências de rentabilidade para ancorar o dinheiro no país”, avalia Rebecca Nossig, estrategista de ações da casa.

Alívio também vem do exterior

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O alívio na curva de juros também é dado pelo ambiente externo, com a trégua nos ataques entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio e a expectativa de reabertura do Estreito de Ormuz após conversas de Teerã com a Arábia Saudita e Omã.

Os preços do petróleo também seguem em queda, com o barril do Brent abaixo de US$ 85, reduzindo os temores de novos choques inflacionários.

Além disso, os juros dos títulos do Tesouro norte-americanos, os Treasuries, recuam à espera da decisão do Comitê Federal do Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA).

A expectativa é de que o BC mantenha os juros inalterados na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano nesta quarta-feira (29).

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Por volta de 11h (horário de Brasília), o yield do Treasury de dois anos – mais sensível à política monetária – operava a 4,287%, queda de quase 4 pontos-base em relação ao ajuste anterior. Já o retorno do título de dez anos — referência para empréstimos imobiliários, financiamento de veículos e dívidas de cartão de crédito — caía para 4,616%, recuo de 3 pontos-base sobre o fechamento anterior.

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.

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