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Nas máximas históricas: Ibovespa e S&P 500 renovam recordes históricos antes de Fed e Copom

28 jan 2026, 12:31 - atualizado em 28 jan 2026, 12:31
Ibovespa
(Imagem: iStock.com/erhui1979)

O Ibovespa (IBOV) replica o desempenho positivo da sessão anterior e salta mais de 2,5 mil pontos nas primeiras horas de negociações nesta quarta-feira (28), em meio a expectativa por decisões de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos

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Por volta de 11h30 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira alcançou os 184.575,39 pontos, com avanço de 1,46%, em nova máxima histórica. O último recorde intradia foi registrado ontem (27), quando o índice atingiu os 183.359,56 pontos durante a sessão.

Com o novo avanço, o Ibovespa já acumula alta de cerca de 15% apenas em janeiro. Em 2025, a valorização do índice foi de 34%.

Os recordes consecutivos são patrocinados pelos investidores internacionais. Até a última sexta-feira (23), os estrangeiros já compraram o equivalente a R$ 15,8 bilhões em ações locais somente neste ano, tornando-se o maior fluxo em um único mês nos últimos 12 meses.

Isso deve-se ao movimento de rotação global – saída de dólares dos mercados norte-americanos, em meio a tensões geopolíticas protagonizadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

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Os analistas do BTG Pactual afirmam que isso não é um fenômeno exclusivo do Brasil. “Os fluxos para fundos de mercados emergentes globais não só foram muito fortes na segunda metade de 2025, como também vêm se acelerando”, destacaram Carlos Sequeira, Leonardo Correa, Antônio Junqueira, Osni Carfi e Bruno Henriques.

“Em suma, os fluxos para o mercado brasileiro são multifatoriais, impulsionados pelo cenário macroeconômico local e global, pelo apetite geral pelo risco e pela dinâmica política, especialmente em um ano eleitoral como 2026”, dizem os analistas em relatório.

Para a equipe do BTG, um ciclo de flexibilização monetária no Brasil ajudaria a manter o ritmo atual de investimento em ações, enquanto os desdobramentos eleitorais podem reforçar ou prejudicar essa tendência, dependendo do impacto percebido pelo mercado.

Alguns agentes do mercado não descartam o início do ciclo de afrouxamento monetário pelo Banco Central, com um corte na Selic já nesta quarta-feira (28).

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A pesquisa do BTG com gestores, traders, economistas e estrategistas, divulgada pela manhã, mostra que 76% dos entrevistados esperam a manutenção da Selic em 15%, mas 68% deles avaliam que uma redução nos juros já é “justificável”.

“Quase metade (49%) considera a decisão [de cortar a Selic] plenamente justificável à luz das condições atuais de inflação, atividade e política monetária, enquanto cerca de 20% a veem como parcialmente justificável, ainda que envolva riscos relevantes”, afirma a pesquisa.

O levantamento foi realizado entre os dias 26 e 27 deste mês. O Comitê de Política Monetária (Copom) divulga a decisão hoje após o fechamento dos mercados.

Nos Estados Unidos, a aposta é de que o Comitê Federal do Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Federal Reserve (Fed) decida pela manutenção dos juros na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano.

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S&P 500 em recorde

Nos Estados Unidos, a ‘Super Quarta’ também é marcada por recordes. O índice S&P 500 ultrapassou a marca dos 7.000 pontos pela primeira vez, impulsionado pelo otimismo em relação à inteligência artificial e pelas expectativas de fortes lucros das grandes empresas de tecnologia, bem como pelo afrouxamento da política monetária.

O Fomc divulga a decisão de política monetária à tarde, acompanhada de coletiva de imprensa do presidente do Fed, Jerome Powell.

Após o fechamento dos mercados, a Meta (META) deve divulgar seus resultados do quarto trimestre (4T25). A expectativa é de que a dona do Facebook, WhatsApp e Instagram, reporte lucro por ação (LPS ou EPS, na sigla em inglês) de US$ 8,16, com receita de US$ 58,4 bilhões. 

A gigante de tecnologia também deve elevar sua projeção de despesas de capital. O capex total de 2025 deve permanecer no intervalo entre US$ 66 bilhões e US$ 72 bilhões e subir para faixa de US$ 70 bilhões e US$ 72 bilhões em 2026.  

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Os demais índices operam sem direção única: Dow Jones opera em tom negativo na casa dos 6,9 mil pontos, enquanto o Nasdaq tem leve alta próxima aos 24 mil pontos.

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
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