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Netflix (NFLX): Balanço foi positivo, mas analista explica o porquê das ações caírem hoje

21 out 2026, 13:32
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(Imagem: Canva / Montagem: Bruna Martins)

A Netflix (NFLX) publicou seus resultados referentes ao terceiro trimestre de 2026 (3T26) na noite da última terça-feira (21) e, apesar dos resultados positivos, os papéis caem no pregão regular de hoje, após registrarem perdas de pouco mais de 6% no pré-mercado.

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Por volta das 13h, as ações NFLX registravam perdas da ordem de 4%.

“Apesar de o trimestre ter apresentado bons resultados, o guidance (projeção) para o quarto trimestre e para o ano de 2026 como um todo veio mais conservador do que o mercado esperava”, explica William Castro Alves, estrategista-chefe da Avenue.

Para ele, o guidance mais fraco reforçou uma preocupação que já existia entre os investidores, de que a Netflix começa a apresentar ritmo menor de crescimento. Ao mesmo tempo, a empresa enfrenta uma concorrência cada vez maior pela atenção do público.

“Além da disputa com outras grandes plataformas de streaming, a empresa também concorre com o YouTube e com o uso do celular, o que torna mais difícil manter os espectadores engajados”, diz. “Nesse contexto, a saída de profissionais importantes da área de conteúdo e a demissão de cerca de mil pessoas também levantam dúvidas sobre a capacidade da companhia de continuar crescendo e mantendo seu público conectado à plataforma”.



O balanço da Netflix

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No terceiro trimestre, a Netflix reportou uma receita de US$ 12,87 bilhões, alta de 11,8% na comparação anual e em linha com as expectativas de Wall Street.

Apesar do crescimento, o ritmo foi o mais fraco da companhia em quase três anos. Por outro lado, o lucro por ação (LPA ou EPS, na sigla em inglês) de US$ 0,87 superou a projeção média dos analistas, de US$ 0,82, mostrando que a empresa consegue preservar sua rentabilidade mesmo em um cenário de crescimento mais moderado.

“Olhando para os resultados do trimestre, não foi um período ruim — pelo contrário, foi positivo. No entanto, parte do crescimento do lucro veio de uma melhora no controle de despesas, e não necessariamente de uma aceleração do crescimento da receita”, comenta o estrategista da Avenue.

Isso porque a Netflix passa por uma das maiores reformulações de gestão dos últimos anos. A empresa demitiu cerca de 1 mil funcionários, equivalentes a 6% da força de trabalho, incluindo executivos importantes.

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A saída da diretora de conteúdo Bela Bajaria, após uma década na companhia, e a contratação de Peter Rice para o cargo sinalizam uma nova fase estratégica. Rice traz experiência em integração de operações de conteúdo adquirida durante sua passagem por Disney e Fox, além de conhecimento em programação esportiva, considerada uma das apostas da empresa para impulsionar audiência e publicidade.

Guidance modesto

A Netflix projetou lucro líquido de US$ 2,79 bilhões e EPS de US$ 0,67, abaixo do consenso de mercado, que apontava para US$ 3,07 bilhões e US$ 0,73 por ação.

Além disso, a companhia reduziu sua expectativa de receita publicitária para 2026 para cerca de US$ 2,7 bilhões, ante estimativa anterior próxima de US$ 3 bilhões.

Segundo os executivos, alguns recursos da plataforma de anúncios foram implementados mais lentamente do que o esperado, o que afetou as projeções para essa frente de crescimento.

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Em meio à competição crescente com plataformas como YouTube e TikTok, a Netflix tem buscado diversificar sua oferta com investimentos em videogames, podcasts e eventos ao vivo.

No entanto, executivos indicaram que a estratégia seguirá priorizando o negócio principal de streaming, ampliando o licenciamento de conteúdos de terceiros e o investimento em produções originais capazes de gerar engajamento e atrair novos assinantes.

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É editor-assistente do Money Times, atua na cobertura de criptomoedas, criptoeconomia e tecnologia para o Crypto Times. Formado em jornalismo pela ECA-USP, graduando em Economia na Unifesp. Foi repórter no Seu Dinheiro, Editora Globo e SpaceMoney.
É editor-assistente do Money Times, atua na cobertura de criptomoedas, criptoeconomia e tecnologia para o Crypto Times. Formado em jornalismo pela ECA-USP, graduando em Economia na Unifesp. Foi repórter no Seu Dinheiro, Editora Globo e SpaceMoney.

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