Novo regime tarifário dos EUA deve poupar 46% dos produtos brasileiros vendidos ao país, incluindo aeronaves
As novas regras tarifárias anunciadas pelos Estados Unidos poupam da incidência das tarifas 46% dos produtos brasileiros exportados ao país norte-americano, incluindo aeronaves, informou nesta terça-feira o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
Em nota, o MDIC estimou que outros 25% dos produtos brasileiros exportados aos Estados Unidos ficarão sujeitos à tarifa geral de 10% imposta pelo país após derrota na Suprema Corte. O governo do presidente Donald Trump já indicou que pretende elevar esse patamar para 15%.
Há ainda 29% do total exportado aos EUA que continuam sujeitos às tarifas impostas com base na chamada Seção 232, na qual produtos específicos são tarifados, com incidência linear entre países.
Na semana passada, a Suprema Corte dos EUA derrubou as tarifas abrangentes aplicadas por Trump com base em uma lei destinada a emergências nacionais, invalidando tarifas impostas por sua gestão até aquele momento.
De acordo com o MDIC, as aeronaves passam a contar com alíquota zero para ingresso no mercado norte-americano, contra percentual de 10% antes.
“Aeronaves foram o terceiro principal item da pauta exportadora brasileira para os EUA em 2024 e 2025, com elevado valor agregado e importante conteúdo tecnológico”, disse a pasta.
O ministério avaliou que o novo regime tarifário dos EUA amplia a competitividade de diversos segmentos industriais brasileiros no mercado norte-americano.
“Entre os setores beneficiados estão máquinas e equipamentos, calçados, móveis, confecções, madeira, produtos químicos e rochas ornamentais, que deixam de enfrentar tarifas de 50% e passam a competir sob alíquota isonômica de 10% (ou 15%)”, afirmou.
No setor agropecuário, produtos como pescados, mel, tabaco e café solúvel também passam da alíquota de 50% para cobrança geral de 10% ou o eventual patamar de 15%.