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Nvidia (NVDC34) mais que triplica de preço em um ano e supera ‘xodó’ de Musk em Wall Street; vale apostar?

20 fev 2024, 15:34 - atualizado em 20 fev 2024, 15:34
nvidia ações
Nvidia fabrica o principal tipo de chip que as big techs utilizam para as aplicações de IA funcionarem; a ação está cara? (Imagem: Divulgação/Nvidia)

As ações da Nvidia (NVDA;NVDC34), que divulga seus resultados referentes ao quarto trimestre de 2023 nesta próxima quarta-feira (21), dispararam 239,71% em um ano, sendo atualmente negociadas próximas a US$ 680. Já o BDR NVDC34, em um ano, avançou mais de 200%,  a R$ 70 aproximadamente.

Nesta terça (20), as Nvidia superou a Tesla como a ação mais negociada de Wall Street, aumentando sua proeminência após se tornar a terceira empresa mais valiosa dos Estados Unidos e exibindo mais evidências de como as apostas relacionadas à inteligência artificial têm se tornado centrais para os investidores.

O relatório trimestral da empresa sediada em Santa Clara, na Califórnia, será um dos eventos mais observados de Wall Street durante a semana. Alguns estrategistas acreditam que qualquer resultado que não seja uma demonstração de força pode reverter um período de ganhos que continuam impulsionando as ações da Nvidia.

Cerca de US$ 30 bilhões da Nvidia foram negociados diariamente, em média, nas últimas 30 sessões, superando a fabricante de carros elétricos de Elon Musk, que teve uma média de US$ 22 bilhões por dia no mesmo período.

Salto da Nvidia faz sentido?

Na avaliação de Enzo Pacheco, analista da Empiricus Research, a ação da teve a melhor performance no S&P 500 em 2023. “Essas altas, tanto de 2023 como de 2024, estão calcadas na questão da Inteligência Artificial (IA). A Nvidia fabrica o principal tipo de chip que as empresas, as big techs utilizam, para montar os data-centers que vão fornecer o poder computacional para as aplicações de IA funcionarem“, explica.

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Porém, apesar de achar os fundamentos da empresa bons, Pacheco enxerga que a valorização do ativo tem um quê de especulação.

“Parece que muita gente ficou para trás na corrida pela ação em 2023 e saiu comprando por qualquer preço”, analisa.

Apesar disso, Pacheco destaca que, considerando os fundamentos, aparentemente, a empresa tem capacidade para entregar bons resultados daqui para frente. Se pegarmos os últimos resultados, ela sempre surpreendeu, não somente o resultado, como o guidance; a projeção para o trimestre seguinte estava vindo muito acima”, analisa.

O “problema” da Nvidia

A grande questão para o analista da Empiricus fica por conta do preço elevado da ação, que se traduz no valor de mercado do empresa.

“Se a empresa não entregar os resultados que o mercado está precificando hoje, eu não me espantaria em ver uma correção no valor da ação, até porque houve um movimento recente muito forte para o papel, já que uma ação que avança quase 50% em dois meses conta também com especulação”, reforça.

Ainda que a Nvidia reporte os resultados esperados pelo mercado, Pacheco não descarta uma correção para o papel.

“O movimento para o papel foi muito forte, e a estimativa média é de US$ 20,4 bilhões [em receita] neste trimestre, com alguns analistas falando em US$ 22,5 bilhões ou até US$ 23 bilhões, com a menor estimativa em US$ 19,8 bilhões”, diz o analista.

“As expectativas precificam um cenário muito positivo para ação, e, mesmo que ela bata as projeções, se a Nvidia não entregar um guidance que não satisfaça o mercado, consigo ver uma desvalorização para o papel, caindo pelo menos 5% ou 10%. Para mim, nos preços atuais, muita coisa já foi antecipada, com a ação em um preço muito elevado”, finaliza.

*Com Reuters

Repórter
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu. Atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por pouco mais de 3 anos no Canal Rural, onde atuou como editor do Rural Notícias, programa de TV diário dedicado à cobertura do agronegócio. Por lá, participou da produção e reportagem do Projeto Soja Brasil, que cobre o ciclo da oleaginosa do plantio à colheita, e do Agro em Campo, programa exibido durante a Copa do Mundo do Catar e que buscava mostrar as conexões entre o futebol e o agronegócio.
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Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu. Atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por pouco mais de 3 anos no Canal Rural, onde atuou como editor do Rural Notícias, programa de TV diário dedicado à cobertura do agronegócio. Por lá, participou da produção e reportagem do Projeto Soja Brasil, que cobre o ciclo da oleaginosa do plantio à colheita, e do Agro em Campo, programa exibido durante a Copa do Mundo do Catar e que buscava mostrar as conexões entre o futebol e o agronegócio.
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