O ‘diferentão’ milho crioulo de SC busca preservação cultural e espaço na bioeconomia

Giovanni Lorenzon
22/05/2022 - 11:02
Milho Crioulo (Epagri SC)
Milho crioulo em SC tem projeto de estruturação produtiva e comercial com base em preservação

Como as batatas rústicas dos Andes ou alguns cultivares de feijões nordestinos, o milho crioulo é quase um desconhecido fora dos seus meios. Esqueçam o amarelo ovo. Colorido ou escuro, no mínimo ‘diferentão’, é resultado da ancestralidade da agricultura familiar e indígena dos grotões.

O Brasil tem os seus. Em Santa Catarina, no extremo oeste, o fruto do trabalho de cruzamentos em gerações de colonos pode virar Indicação Geográfica (IG), de modo a perpetuar o patrimônio sócio-cultural e criar mecanismos de potencial comercial.

É a chamada bioeconomia em estágio quase primitivo – quando não havia, ainda, a produção em escala das culturas agrícolas -, se aproveitando também se um nicho de consumo mais próximo do mercado orgânico cujo apelo da saúde e preservação ambiental estão demandando cada vez mais.

Através do Sebrae SC e da Epagri, a empresa de pesquisa e extensão estadual e o governo municipal de Anchieta se busca o registro de IG, com base nas características de qualidade do milho crioulo só encontradas nesse território.

O trabalho deve levar em torno de dois anos, e vai da criação de um banco de germoplasma à criação de canais “criativos” de comercialização, passando pela estruturação de sistemas produtivos que, mesmo com maior escala de produção, o cereal não perca suas carecterísticas crioulas.

Como as batatas rústicas dos Andes ou os vários cultivares de feijões nordestinos, o milho crioulo é quase um desconhecido fora dos seus meios. Esqueçam o amarelo ovo. Coloridos ou escuros, no mínimo esquisitos, são resultados da ancestralidade da agricultura familiar e indígena dos grotões.

O Brasil tem os seus. Em Santa Catarina, no extremo oeste, o fruto do trabalho de cruzamentos de gerações de colonos pode virar Indicação Geográfica (IG), de modo a perpetuar o aspecto sócio-cultural e criar mecanismos de potencial comercial.

É a chamada bioeconomia em estágio quase primitivo – quando não havia, ainda, a produção em escala das culturas agrícolas -, se aproveitando também se um nicho de consumo mais próximo do mercado orgânico cujo apelo da saúde e preservação ambiental estão demandando cada vez mais.

Através do Sebrae SC e da Epagri, a empresa de pesquisa e extensão estadual e o governo municipal de Anchieta se busca o registro de IG, com base nas características de qualidade do milho crioulo só encontradas nesse território.

O trabalho deve levar em torno de dois anos, e vai da criação de um banco de germoplasma ao desenvolvimento de canais “criativos” de comercialização, passando pela estruturação de sistemas produtivos que, mesmo com maior escala de produção, o cereal não perca suas características crioulas.

 

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Última atualização por Giovanni Lorenzon - 22/05/2022 - 18:33

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