Sinal de trégua entre EUA e Irã: ‘O mercado vai se tornar cada vez mais sensível às notícias positivas’, diz analista da Empiricus.
Nesta quarta-feira (4), o pregão começou um pouco melhor para os mercados com a sinalização de uma possível trégua entre Irã e Estado Unidos. No enanto, a volatilidade ainda ronda, com novos ataques entre os paíes do Oriente Médio.
As notícias de um possível acordo entre os Estados Unidos e o Irã tem impactado positivamente o humor dos investidores, que acompanham uma melhora nas bolsas globais e até um momento de queda nos preços do petróleo. No Brasil, o Ibovespa abriu com alta de 1%.
“O mercado vai passar a se tornar cada vez mais sensível às notícias positivas, por menor que elas sejam. Começamos a ver isso da tarde de ontem até a manhã de hoje”, destaca Matheus Spiess, economista na Empiricus Research no Giro do Mercado de hoje.
“Se a guerra for bem curta e surpreender positivamente, no curto prazo já podemos ver uma recuperação bem interessante nos ativos de risco”, completou.
Em relação ao impacto dos conflitos geopolíticos sobre a inflação, Spiess aponta que após a pandemia, os níveis de inflação mudaram. “Estávamos em um processo de normalização inflacionária. Esse ‘susto’ pode deixar a inflação mais resiliente em alguns países, mas uma reaceleração só vai acontecer se houver uma alta sustentável de preços”.
Sobre o preço do petróleo, o analista afirma que uma possível tendência de aumento ou queda, depende do prolongamento do conflito. A tendência é de alta caso o conflito se estenda por mais tempo, mantendo o bloqueio do Estreito de Ormuz, canal essencial para a distribuição de petróleo globalmente.
No cenário nacional, o destaque do dia é a nova prisão do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, na terceira fase da Operação Compliance Zero.
Além disso, Grupo Fleury (FLRY3), Lojas Renner (LREN3), Petrobras (PETR4), Tenda (TEND3) e Eneva (ENEV3) divulgam seus balanços referentes ao quarto trimestre de 2025 nesta semana.
*Com supervisão de Juliana Américo